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Jesse Jackson morre aos 83 anos nos Estados Unidos

Pastor e ativista foi referência histórica na luta por direitos civis.

17 de Fevereiro de 2026
Foto: Ludovic Marin / AFP

Jesse Jackson, pastor e ativista norte-americano dos direitos civis, morreu nesta terça-feira, conforme comunicado divulgado pela família. “Ele morreu hoje em paz rodeado pela sua família", informaram em nota oficial.

Reconhecido pelo compromisso com a justiça, a igualdade e os direitos humanos, Jackson foi uma das principais vozes do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos. “Artífice incansável da mudança, deu voz aos que não a tinham e deixou uma marca indelével na história", escreveu a família. “Desde as campanhas presidenciais que liderou na década de 1980 até a mobilização de milhões de pessoas para se recensearem para votar, deixando sua marca na história”.

O pastor afro-americano concorreu duas vezes, em 1984 e 1988, à nomeação presidencial do Partido Democrata, ampliando o debate político sobre as demandas da comunidade negra no país. “O nosso pai foi um líder ao serviço dos outros, não só da nossa família, mas também dos oprimidos, dos que não tinham voz e dos esquecidos em todo o mundo. O dividimos com o mundo e, em troca, o mundo passou a fazer parte da nossa família alargada", destacou a nota.

Em 2017, Jackson anunciou que enfrentava a doença de Parkinson e passou a limitar as aparições públicas. Ainda assim, continuou a se manifestar contra a injustiça racial, inclusive durante os protestos do movimento Black Lives Matter.

“Mesmo que ganhemos”, disse aos manifestantes em Minneapolis, antes de o policial que manteve o joelho sobre o pescoço de George Floyd ser condenado por homicídio, “isso será um alívio, não uma vitória. Continuam a matar o nosso povo. Parem a violência, salvem as crianças. Mantenham a esperança viva”.

Nascido em um período de forte segregação racial nos Estados Unidos, Jesse Jackson esteve presente em momentos históricos da luta por igualdade. Em 1968, estava em Memphis com Martin Luther King Jr. quando o líder foi assassinado.

A trajetória de Jackson também foi marcada por controvérsias, como o uso de um termo antissemita em 1984 para se referir a Nova York e o apoio ao cantor Michael Jackson durante o julgamento por abuso sexual de menores em 2005. Apesar disso, sua atuação política e social consolidou seu nome como uma das figuras centrais na história recente dos direitos civis nos Estados Unidos.

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