Justiça

Justiça manda homem acusado de feminicídio na Marginal Tietê a júri popular

Crime ocorreu em novembro de 2025, na zona norte de São Paulo, e teria sido motivado por ciúmes, segundo as investigações.

Por: Portal Amz em Pauta
30 de Maio de 2026
Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo determinou que Douglas Alves da Silva, de 26 anos, seja levado a júri popular pelo assassinato de Tainara Souza Santos. A decisão de pronúncia foi tomada após audiência de instrução realizada no Fórum Criminal da Barra Funda, na capital paulista, onde foram ouvidas 12 testemunhas, além do interrogatório do réu.

Douglas responderá perante o Tribunal do Júri pelos crimes de feminicídio consumado e tentativa de homicídio. A segunda acusação se refere a um amigo que acompanhava Tainara no momento do crime. O réu permanece preso preventivamente e não poderá recorrer da decisão em liberdade.

A defesa do acusado já apresentou recurso contra a decisão da Justiça. O argumento é de que a qualificadora de feminicídio seria prematura, sob a alegação de que ainda não haveria comprovação suficiente de um relacionamento anterior entre Douglas e Tainara.

Apesar do recurso, o processo segue para a análise do Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida. Nessa etapa, cidadãos sorteados para compor o conselho de sentença decidirão se o réu será condenado ou absolvido das acusações apresentadas pelo Ministério Público.

Crime ocorreu após saída de bar

De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, o crime ocorreu em 29 de novembro de 2025, na zona norte de São Paulo. Segundo a apuração, Douglas teria agido movido por ciúmes e atropelado Tainara na saída de um bar.

Após o impacto, a vítima ficou presa ao veículo e foi arrastada por cerca de um quilômetro ao longo da Marginal Tietê. Tainara foi socorrida em estado gravíssimo e encaminhada ao Hospital das Clínicas, onde recebeu atendimento médico e passou por diversos procedimentos.

Vítima morreu na véspera de Natal

Durante o período de internação, Tainara passou por múltiplas cirurgias e sofreu a amputação das duas pernas em razão da gravidade dos ferimentos. Depois de quase um mês hospitalizada, ela não resistiu às lesões e morreu na véspera de Natal de 2025.

Tainara deixou dois filhos. O caso teve grande repercussão pela violência do crime e pela acusação de feminicídio, que é aplicada quando o assassinato de uma mulher ocorre em razão da condição de gênero, em contexto de violência doméstica, familiar, menosprezo ou discriminação contra a mulher.

Possível pena

Com a decisão da Justiça, Douglas Alves da Silva será julgado por jurados populares. Caso seja considerado culpado por todas as acusações, ele poderá receber uma pena que varia de 20 a 40 anos de reclusão, conforme a análise do Tribunal do Júri e as circunstâncias reconhecidas no processo.

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