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Laura Fernández vence eleições presidenciais na Costa Rica

Com mais de 88% das urnas apuradas, candidata superou mínimo necessário no primeiro turno.

02 de Fevereiro de 2026
Foto: Direitos de autor AP Photo

A candidata de direita Laura Fernández reivindicou vitória nas eleições presidenciais da Costa Rica e prometeu promover uma “profunda e irreversível mudança” no país, com a criação do que chamou de “Terceira República”. Em discurso aos apoiadores, também afirmou que buscará diálogo e reconciliação com a oposição.

Com 88,4% das urnas apuradas pela comissão eleitoral, a cientista política de 39 anos, candidata pelo Partido Soberano do Povo, atualmente no poder, alcançou 48,5% dos votos, percentual acima do mínimo de 40% exigido para a vitória em primeiro turno.

“Cabe a nós construir a terceira república. O mandato que me foi conferido pelo povo soberano é claro: a mudança será profunda e irreversível”, disse Laura Fernández em São José, diante de centenas de apoiadores reunidos na capital.

Na Costa Rica, o período de transformações institucionais iniciado após a guerra civil de 1948, que incluiu a abolição do Exército e a elaboração de uma nova Constituição, é conhecido como Segunda República. Laura, que assumirá o cargo em 8 de maio, não detalhou quais mudanças pretende implementar na chamada Terceira República.

Durante a campanha, a presidente eleita prometeu reformas no sistema judicial e em outras instituições do Estado. Líderes do partido governista afirmaram que um dos objetivos é alterar a Constituição para permitir a reeleição presidencial, algo que não foi possível ao atual presidente, Rodrigo Chaves.

A oposição manifestou receio de que, em caso de vitória de Laura Fernández, Chaves continuasse a exercer influência nos bastidores do governo do país, que tem cerca de 5,2 milhões de habitantes. “Garantirei sempre a estabilidade democrática”, declarou o presidente neste domingo (1º), após votar.

O ex-presidente Óscar Arias, vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1987, afirmou que “a sobrevivência da democracia está em causa”. “A primeira coisa que os ditadores querem é reformar a Constituição para se manterem no poder”, disse. “Aqui não há ditadura”, respondeu Chaves na sequência das declarações.

Laura Fernández afirmou ser “uma democrata convicta” e “defensora da liberdade, da vida e da família”. No discurso de vitória, agradeceu a Deus, prometeu fortalecer o Estado de Direito e “resgatar a democracia mais autêntica para construir uma Costa Rica mais próspera e justa”.

“O povo falou, a democracia decidiu. A Costa Rica votou e optou pela continuidade da mudança. Uma mudança que procura apenas resgatar e aperfeiçoar as nossas instituições democráticas e devolvê-las ao povo soberano para criar maior bem-estar e prosperidade”, declarou.

A presidente eleita pediu ainda que a oposição, liderada pelo Partido da Libertação Nacional, adote uma postura proativa e “leal aos interesses da cidadania”, e não “obstrutiva e sabotadora”. O candidato derrotado, Álvaro Ramos, que obteve 33,3% dos votos, reconheceu o resultado e prometeu uma oposição construtiva.

“Desejo muita sabedoria à senhora Laura Fernández para governar, e iremos apoiá-la quando as suas decisões forem para o bem do país, mas não a apoiaremos quando discordarmos”, afirmou o economista.

Com informações da Agência de Notícias Lusa*

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