Política

Lula aponta Haddad como nome de potencial extraordinário para sucedê-lo na esquerda

Presidente citou outros nomes do campo progressista e avaliou que o Brasil ainda possui poucas lideranças políticas de alcance nacional.

Por: Portal Amz em Pauta
14 de Agosto de 2026
Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta sexta-feira (14) que o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad tem potencial para assumir um papel de liderança na esquerda brasileira após sua aposentadoria política. A declaração foi feita durante participação em podcasts comandados por influenciadoras dos programas Não Inviabilize e Cunhãs.

Ao comentar o futuro político de Haddad, Lula reconheceu a capacidade de crescimento do ex-ministro, mas ponderou que ele ainda precisa desenvolver características para alcançar uma liderança de dimensão nacional. “O Haddad é um companheiro de potencial de crescimento extraordinário. Mas precisa de um pouco mais para ser líder”, declarou.

O presidente também apresentou outros nomes que, na avaliação dele, podem ganhar protagonismo no campo da esquerda nos próximos anos. Entre os citados estão os ex-ministros Camilo Santana (PT) e Rui Costa (PT), o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos (PSOL), o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) e o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT).

“Temos muita gente boa surgindo. Temos o sucesso do Camilo no Ceará, temos o Rui Costa que foi um belo governador da Bahia, temos o Rafael (Fonteles) do Piauí que é um extraordinário quadro político jovem. Temos figuras como João Campos e o (Guilherme) Boulos”, afirmou Lula ao falar sobre a formação de novas lideranças.

Durante a entrevista, o presidente também avaliou que o país enfrenta uma escassez de figuras políticas com projeção nacional. Segundo Lula, entre os nomes mais recentes que conseguiram construir influência eleitoral em diferentes estados estão ele próprio e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Quem foi liderança nacional mais recente fui eu e o Bolsonaro. O Bolsonaro tem voto em todos os estados do Brasil. Não é a figura dele, é o bolsonarismo, a extrema direita, muitos deles fascistas que se juntaram”, declarou o presidente ao explicar como enxerga a força política construída pelo adversário e por seus apoiadores.

Lula relacionou ainda essa falta de lideranças nacionais à estrutura dos partidos políticos brasileiros. Como exemplo, mencionou o MDB, que possui nomes de influência em diferentes estados, mas, segundo ele, sem uma figura capaz de representar nacionalmente a legenda. “O Brasil não tem partido nacional. Não tem o hábito de liderança nacional. As lideranças são locais. O MDB tem o cacique do Ceará, Pernambuco e São Paulo. Não tem lideranças nacionais”, afirmou.

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