Presidente afirma que país enfrenta ameaças ilegais e reforça apoio internacional.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou nesta quinta-feira (28) que as tensões com Washington, diante da proposta de envio de navios norte-americanos para próximo da costa venezuelana sob o pretexto de combate ao narcotráfico, representam uma oportunidade para reforçar os planos de defesa do país.
"Temos de aproveitar todas essas circunstâncias para reforçar os nossos planos de defesa da nação, para nos fortalecermos moral, política, institucional e psicologicamente", afirmou Maduro, durante a cerimônia de encerramento de um curso militar transmitido pela emissora pública Venezolana de Televisión (VTV).
Segundo o presidente, a Venezuela enfrenta uma "situação de assédio, cerco" e "ameaças ilegais que violam a Carta das Nações Unidas". Embora não tenha mencionado diretamente os Estados Unidos, a declaração veio após autoridades norte-americanas afirmarem estar prontas para "usar todo o seu poder" contra o tráfico de drogas, no qual acusam o governo venezuelano de envolvimento.
Maduro acrescentou que, "depois de 20 dias de assédio contra a nação venezuelana, hoje somos mais fortes do que ontem, estamos mais preparados para defender a paz, a soberania e a integridade territorial do que ontem". O presidente assegurou que sua administração conta atualmente com mais apoio internacional "do que nunca".
Durante o evento, o líder anunciou que a nova jornada de alistamento de milicianos, prevista para os dias 29 e 30 de agosto, contará com 945 pontos de inscrição em todo o país, como parte da mobilização para enfrentar as supostas ameaças dos Estados Unidos.
A Casa Branca, por sua vez, reforçou as acusações contra o governo venezuelano. "O regime de Maduro não é o governo legítimo da Venezuela. É um cartel de droga. Maduro não é um presidente legítimo. Ele é o líder fugitivo desse cartel. Ele foi acusado nos EUA de traficar drogas para o nosso país", afirmou a porta-voz Karoline Leavitt.
Segundo Maduro, os Estados Unidos pretendem enviar "um cruzeiro de mísseis" e "um submarino nuclear de ataque rápido" para a costa venezuelana, além de outros "navios de guerra" destacados no Caribe. A denúncia foi feita pela missão permanente da Venezuela junto à ONU, que classificou as movimentações como parte de "ações hostis" da administração do presidente Donald Trump.
Com informações da Lusa*