Terça-Feira, (29 de Setembro de 2026)
Justiça

Mãe de Djidja Cardoso deixa prisão e passa ao semiaberto em Manaus

Cleusimar Cardoso usará tornozeleira eletrônica e terá de cumprir regras de recolhimento impostas pela Justiça.

Por: Portal Amz em Pauta
29 de Setembro de 2026
Foto: Reprodução / Redes sociais

Cleusimar de Jesus Cardoso, mãe da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso, vai deixar o regime fechado após a Justiça do Amazonas autorizar a progressão para o semiaberto. A decisão passa a valer nesta segunda-feira (28) e foi assinada pela juíza Sabrina Cumba Ferreira, da 2ª Vara de Execução Penal de Manaus. Com a mudança, Cleusimar será monitorada por tornozeleira eletrônica e deverá cumprir uma série de restrições.

Ela foi condenada em julho deste ano a 10 anos e 11 meses de prisão por crimes relacionados ao tráfico de cetamina em Manaus. Segundo a sentença, Cleusimar era apontada como principal articuladora e líder do grupo investigado no caso ligado à Operação Mandrágora.

A Justiça também reconheceu 12 dias de remição da pena por atividades realizadas durante o período em que ela esteve presa. Foram quatro dias pela leitura de um livro, sete por 21 dias de trabalho e um pela participação no Projeto Remicine. As atividades ocorreram em agosto de 2026. A decisão ainda registra que Cleusimar apresentou bom comportamento na prisão.

Com a progressão de regime, ela deverá ser cadastrada no sistema Chronos e usar tornozeleira eletrônica. De segunda a sexta-feira, terá de permanecer em casa das 22h às 6h. Nesse intervalo, poderá sair apenas para trabalhar, estudar ou realizar tratamento de saúde previamente informado à Central de Monitoramento.

Nos fins de semana, feriados e dias de folga, o recolhimento será integral na residência cadastrada. Cleusimar também não poderá mudar de endereço nem deixar Manaus sem autorização judicial e deverá atender às convocações das autoridades.

A decisão ainda proíbe o uso de armas, bebidas alcoólicas e drogas, além de determinar que ela não cometa novos crimes. O descumprimento das condições poderá ter consequências na execução da pena.

Cleusimar foi condenada em 22 de julho de 2026 junto com outras seis pessoas. Também receberam penas Ademar Farias Cardoso Neto, José Máximo Silva de Oliveira, Hatus Moraes Silveira, Verônica da Costa Seixas, Sávio Soares Pereira e Bruno Roberto da Silva Lima. As penas variaram de oito anos e seis meses a 10 anos e 11 meses de prisão.

Segundo a sentença, o grupo utilizava a rede de salões de beleza Belle Femme e a seita religiosa “Pai, Mãe, Vida” para distribuir e aplicar cetamina. Outros três réus foram absolvidos por falta de provas suficientes.

Djidja Cardoso foi encontrada morta em 28 de maio de 2024, em Manaus. A ex-sinhazinha do Boi Garantido ficou conhecida por sua participação no Festival de Parintins. A principal linha de investigação da polícia considerou a possibilidade de overdose de cetamina, mas o laudo preliminar citado no processo apontou edema cerebral sem indicar a causa exata.

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