Saúde

Manaus vai instalar ovitrampas para monitorar o Aedes aegypti em 2026

Semsa inicia estratégia em fevereiro após queda de 52,7% nos casos de dengue.

19 de Janeiro de 2026
Foto: Divulgação / Prefeitura de Manaus

A Prefeitura de Manaus vai adotar em 2026 uma nova estratégia para monitoramento e controle do Aedes aegypti, mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya. A medida será aplicada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e prevê a instalação de ovitrampas, tecnologia que permitirá mapear digitalmente as áreas com maior presença do vetor. Em 2025, a cidade registrou 1.237 casos confirmados de dengue, queda de 52,7% em relação a 2024, quando houve 2.615.

Segundo a secretária municipal de Saúde, Shádia Fraxe, a implantação começa em fevereiro, com apoio da Fiocruz e do Ministério da Saúde. “As doenças transmitidas pelo Aedes são uma preocupação permanente da Prefeitura de Manaus, por isso a Semsa atua de maneira sistemática no combate ao mosquito e busca inovações para aprimorar os processos e o resultado das medidas de controle”, afirmou.

O chefe da Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores, Alciles Comape, explicou que as ovitrampas são recipientes com palhetas onde o mosquito deposita ovos. “Depois da instalação, as ovitrampas devem ser retiradas pelos agentes de saúde no prazo de cinco a seis dias, ou seja, antes do nascimento das larvas do mosquito, evitando que se torne um criadouro do Aedes. As palhetas com os ovos são encaminhadas ao laboratório para contagem e o registro do quantitativo no aplicativo Conta Ovos, disponibilizado com o apoio do Ministério da Saúde e Fiocruz”, informou.

O plano prevê 240 ovitrampas em cada uma das quatro zonas urbanas de Manaus (Norte, Sul, Leste e Oeste), incluindo os 18 bairros em alta vulnerabilidade apontados no LIRAa de novembro de 2025. A instalação deve ocorrer por no mínimo 26 semanas em 2026, conforme recomendação do Ministério da Saúde, e os dados vão gerar mapas de calor para orientar ações de controle.

No último LIRAa, Manaus manteve médio risco, com infestação predial de 1,8%, mas seis bairros apareceram com alto risco: Tarumã, Da Paz, Alvorada, Lírio do Vale, Nova Esperança e Santo Agostinho. A Semsa também orientou a população a evitar depósitos de água que possam virar criadouros do mosquito.

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