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Manoel Carlos, autor de novelas históricas, morre aos 92 anos no Rio de Janeiro

Criador das Helenas marcou gerações com histórias familiares ambientadas no Rio.

10 de Janeiro de 2026
Foto: Reprodução

O autor de novelas Manoel Carlos morreu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela família. A causa da morte não foi divulgada. Conhecido como Maneco, ele foi um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira, responsável por algumas das obras mais marcantes da televisão.

Manoel Carlos estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde realizava tratamento contra a Doença de Parkinson. No último ano, a enfermidade comprometeu de forma significativa suas capacidades motoras e cognitivas, exigindo cuidados médicos contínuos.

A trajetória de Maneco na televisão ganhou projeção nacional a partir de 1972, quando ingressou na TV Globo como diretor-geral do programa Fantástico. Antes disso, ele já havia atuado em diversas emissoras brasileiras como autor, produtor, diretor e ator, além de ter iniciado a carreira artística ainda jovem, nos palcos, aos 17 anos.

Ao longo de sua obra, Manoel Carlos consolidou um estilo próprio, marcado pelo Rio de Janeiro não apenas como cenário, mas como personagem central das tramas. Seus textos exploravam conflitos familiares, relações afetivas e dilemas humanos, com abordagem realista e sensível do cotidiano brasileiro.

Outro elemento emblemático de sua dramaturgia foram as personagens chamadas Helena, presentes em diversas novelas, de Baila Comigo a Em Família. As Helenas representavam mães fortes e complexas, cujo amor pelos filhos era capaz de superar qualquer obstáculo.

Além de novelista, Manoel Carlos também atuou como escritor e diretor. Ele deixa duas filhas, a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina, que colaborou com o pai em diversas produções. O autor também teve outros três filhos, todos já falecidos.

(Foto: Reprodução)

O velório será fechado e restrito a familiares e amigos próximos. Em nota, a família agradeceu as manifestações de carinho e solicitou respeito e privacidade neste momento de luto.

Nascido em 1933, em São Paulo, Manoel Carlos sempre se declarou carioca de coração. Filho de um comerciante e de uma professora, iniciou a vida profissional aos 14 anos como auxiliar de escritório, mas desde cedo manteve ligação intensa com as artes.

Ainda jovem, integrou o grupo Adoradores de Minerva, formado por frequentadores da Biblioteca Municipal de São Paulo, ao lado de nomes que se tornariam referências culturais, como Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Fabio Sabag, Flávio Rangel e Antunes Filho.

Antes de se firmar como autor, Maneco iniciou a carreira artística como ator no Grande Teatro Tupi, da TV Tupi. Em 1952, passou a escrever programas de televisão e construiu uma trajetória por várias emissoras, adaptando mais de cem teleteatros e participando de produções históricas da TV brasileira.

Na TV Globo, além das novelas, escreveu episódios do seriado Malu Mulher e dividiu a autoria de Água Viva. Também foi responsável por minisséries de grande repercussão, como Presença de Anita e Maysa, Quando Fala o Coração.

Entre suas novelas mais consagradas estão História de Amor, Por Amor, Laços de Família, Mulheres Apaixonadas, Páginas da Vida e Viver a Vida. Em suas histórias, o autor também abordou temas sociais como doação de medula óssea, violência contra a mulher, alcoolismo, preconceito e inclusão social, deixando um legado permanente na teledramaturgia brasileira.

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