A meta da Defensoria é atender 5 mil famílias e entregar o documento definitivo para pelo menos 2 mil imóveis. Com esse documento em mãos, os agricultores e moradores ganham segurança de que não serão expulsos de suas casas
A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) começa, neste domingo (16), as visitas comunitárias do projeto "Gente da 319". O objetivo principal da ação é fazer o mapeamento fundiário das comunidades às margens da rodovia BR-319 e de seus ramais.
De acordo com a defensoria o mapeamento fundiário funciona como uma medição oficial do solo. Equipes técnicas vão ao local para delimitar o tamanho das propriedades, identificar quem ocupa cada área e reunir os dados necessários para transformar a posse informal em um documento de propriedade reconhecido pela Justiça.
Nesta primeira fase, que deve durar seis meses, as equipes vão percorrer comunidades como Purupuru, Araçá, Igapó-Açu e Realidade, além do Ramal Floresta. A intenção é organizar a documentação dos moradores antes que a pavimentação da estrada avance, protegendo quem já vive no local há anos contra a especulação imobiliária e invasões.
No km 35 da BR-319 está localizada a comunidade São João, onde Léia Lima, de 58 anos, vive com o marido e os quatro filhos. Ela participou da primeira audiência pública do projeto que levará regularização fundiária para ela e moradores da região. Ansiosa, ela explica que vai aguardar as equipes de atendimento da Defensoria.
O projeto "Gente da 319" terá duração de três anos e será dividido em três etapas simples:
A meta da Defensoria é atender 5 mil famílias e entregar o documento definitivo para pelo menos 2 mil imóveis. Com esse documento em mãos, os agricultores e moradores ganham segurança de que não serão expulsos de suas casas e passam a ter direito de pedir financiamentos e empréstimos em bancos para melhorar suas plantações e moradias.