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Marcha Global para Gaza reúne ativistas de 51 países no Egito

Manifestantes caminharão até Rafah para exigir fim do bloqueio israelense.

10 de Junho de 2025
Foto: Frame Arab Unity

Enquanto a Flotilha da Liberdade navega o Mediterrâneo em direção à Faixa de Gaza com o objetivo de romper o bloqueio imposto por Israel, organizações sociais e ativistas de dezenas de países se mobilizam para a Marcha Global para Gaza, que deverá reunir milhares de manifestantes de 51 países.

“A Marcha Global para Gaza é um movimento cívico, apolítico e independente. Não representamos nenhum partido político, ideologia ou religião. Representamos o povo, em toda a sua diversidade e humanismo”, afirma o perfil oficial da organização nas redes sociais.

O ponto de encontro dos manifestantes será no dia 12 de junho, no Cairo, capital do Egito. De lá, os participantes seguirão de ônibus até a cidade de Al-Arish, na Península do Sinai, e dali partirão a pé em uma marcha de três dias até a cidade de Rafah, na fronteira sul de Gaza. A chegada está prevista para 15 de junho.

A movimentação ganhou força após a prisão dos ativistas da Flotilha da Liberdade por Israel nesta segunda-feira (8). Em resposta, comboios de manifestantes partiram da Argélia e da Tunísia rumo ao Cairo. Esses grupos, oriundos do Magreb africano, formam as chamadas caravanas Soumoud, termo árabe que significa “firmeza”. A expectativa é que se juntem a manifestantes da Líbia, Marrocos e de outros países da região.

A marcha atrai participantes de diversos continentes, incluindo representantes do Canadá, Estados Unidos, Espanha, Turquia, Alemanha, Grécia, África do Sul, Malásia e Brasil.

A brasileira Adriana Machado, militante do Partido Comunista Operário (PCO), está em Paris e embarcará em breve para o Cairo. Em entrevista à Agência Brasil, ela expressou preocupação quanto à reação do governo egípcio à mobilização.

“A gente acorda todo dia com imagens de crianças sendo mortas em Gaza e não podemos ficar em silêncio. Essa Marcha é resultado de uma organização mundial que quer lutar contra o imperialismo e o sionismo, que cometem esse genocídio e tem o apoio da imprensa capitalista que não mostra direito que está acontecendo”, protestou Adriana.

A meta dos organizadores, assim como a dos ativistas da Flotilha da Liberdade, é romper o bloqueio israelense, que já dura mais de três meses e impõe a fome a mais de 2 milhões de palestinos. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 3 mil caminhões de ajuda humanitária estejam parados na fronteira egípcia com Gaza, aguardando liberação.

A ONG norte-americana Vozes Judaicas Pela Paz (Jewish Voice for Peace), conhecida por sua oposição à guerra em Gaza, também está mobilizando apoiadores para se juntarem à marcha.

“A situação em Gaza é insuportável e governos e organismos internacionais falharam em intervir para fazer justiça ao povo palestino. Portanto, precisamos fazer isso nós mesmos. Uma congregação internacional se reunirá em 15 de junho no Egito e seguirá em direção à fronteira com Rafah”, diz o comunicado da organização.

 

Com informações da Agência Brasil.

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