Líder opositora diz que regime perdeu sensação de impunidade e enfrenta novos custos
A opositora venezuelana María Corina Machado declarou que o regime de Nicolás Maduro está “mais fraco do que nunca” e atribuiu a pressão internacional conduzida pelos Estados Unidos, especialmente durante o governo Donald Trump, como fator determinante para esse enfraquecimento. As declarações foram feitas durante uma coletiva de imprensa na Noruega.
Segundo María Corina, as medidas adotadas pelo governo norte-americano tiveram impacto direto na atual conjuntura política da Venezuela. Ela afirmou que todo país tem o direito de se defender e que, no caso venezuelano, as ações implementadas na gestão Trump foram decisivas para alterar o cenário interno e pressionar o regime.
A opositora destacou que, durante muitos anos, Maduro e seus aliados atuaram acreditando que poderiam fazer “absolutamente qualquer coisa”, sustentando uma sensação de impunidade que, segundo ela, não existe mais. Para María Corina, a percepção internacional mudou, e o regime passou a reconhecer que o mundo acompanha mais de perto a situação no país.
Ela afirmou ainda que a estratégia da oposição e da comunidade internacional precisa elevar os custos para que Maduro permaneça no poder, enquanto reduz os custos para que ele deixe a presidência. De acordo com María Corina, esse é o caminho que está sendo construído e reforçado por diferentes atores políticos.
Questionada sobre possíveis planos secretos ou prazos impostos por governos estrangeiros para pressionar Maduro, María Corina evitou comentar especulações e afirmou que não poderia falar sobre políticas externas de outros países. Ela também disse desconhecer qualquer tipo de prazo estabelecido pelos Estados Unidos ou por outras nações.
A opositora ressaltou, porém, que sua própria coalizão não trabalha com datas predefinidas e que o compromisso é seguir em frente até que ocorra uma mudança efetiva no comando político da Venezuela. Para ela, a persistência da oposição é fundamental para manter a pressão e evitar retrocessos.
María Corina concluiu reforçando que não pode falar pelas intenções de outros países, mas garantiu que sua luta e a de seus aliados continuará até que, segundo ela, a Venezuela volte a ter instituições democráticas e um governo legítimo.