Operação Make Up cumpre 49 mandados e investiga suposto desvio de emendas parlamentares e movimentações de centenas de milhões de reais.
A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (10), a Operação Make Up, que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. Entre os alvos de busca e apreensão estão Mário Frias e uma produtora ligada ao filme “Dark Horse”.
Ao todo, as equipes cumprem 49 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As diligências ocorrem nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, além do Distrito Federal.
De acordo com a investigação, os recursos públicos teriam sido repassados a uma organização da sociedade civil por meio de termo de fomento. A suspeita é de que parte desses valores tenha sido desviada a partir de contratações realizadas posteriormente pela entidade.
Os investigadores apontam para a possível atuação de uma organização criminosa composta por agentes públicos e privados. O grupo é suspeito de direcionar os recursos recebidos para empresas subcontratadas de maneira irregular.
Segundo a apuração, algumas dessas contratações não teriam comprovação da efetiva prestação dos serviços previstos. A Polícia Federal também investiga mecanismos que teriam sido utilizados para dificultar a identificação da origem e do destino dos recursos.
As tentativas de ocultar ou dissimular os supostos desvios teriam continuado até julho deste ano. A investigação busca agora detalhar a participação de cada envolvido e identificar o caminho percorrido pelo dinheiro público.
Levantamentos financeiros realizados durante as apurações também identificaram movimentações que chegam à casa das centenas de milhões de reais entre empresas relacionadas ao esquema investigado. Esses dados fazem parte do material analisado pelas autoridades para esclarecer a dinâmica das operações financeiras.
Os envolvidos são investigados pelos crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos relacionados a licitações. A Operação Make Up segue em andamento, e as autoridades continuam reunindo provas para aprofundar a apuração sobre o possível uso irregular das emendas parlamentares.