Meio Ambiente

Mata Atlântica: experiência de preservação será destaque do Brasil na COP30

Itaipu Binacional apresentará projeto que restaurou 73 mil hectares no Paraná

01 de Outubro de 2025
Foto: Divulgação

Um dos projetos mais longevos de preservação ambiental do Brasil será apresentado na COP30, em Belém. Trata-se da recuperação da Mata Atlântica na região de fronteira entre o Brasil e o Paraguai, coordenada pela Itaipu Binacional. Mais de 100 mil hectares do bioma estão preservados nos dois países, dos quais 73 mil hectares foram restaurados no oeste do Paraná.

Esse patrimônio natural é reconhecido pela Unesco como área núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, criada para assegurar a conservação de recursos biológicos, geomorfológicos e históricos. O trabalho de preservação será tema de eventos paralelos promovidos pela Itaipu nas zonas Azul e Verde da conferência, além de estande exclusivo na área Verde da COP30.

Somente no lado brasileiro, 40 mil hectares foram preservados, grande parte por meio de restauração florestal. Segundo Veridiana da Costa Pereira, gerente da Divisão de Áreas Protegidas da Itaipu, o cinturão verde implantado protege o reservatório da usina. “A formação desse cinturão foi essencial para evitar o assoreamento e garantir a vida útil do reservatório”, afirmou.

Desde 1979, foram plantadas mais de 24 milhões de árvores nas áreas de proteção e no entorno do reservatório. Esse trabalho contínuo de reflorestamento é considerado um dos processos mais longos de recuperação ambiental em todo o país.

Estudo realizado pela Universidade Federal do ABC, em parceria com a Itaipu e a rede MapBiomas, constatou em 2024 que as ações da binacional restauraram 73 mil hectares no Paraná, ampliando a conectividade das paisagens e fortalecendo a biodiversidade regional.

     A faixa de proteção do reservatório tem extensão de 2,9 mil km no Brasil e no Paraguai, com 208 m de largura, em média (Foto: Edino Krug/Itaipu Binacional)

Para garantir a continuidade do projeto, a Itaipu mantém viveiros de espécies nativas da Mata Atlântica. O Refúgio Biológico Bela Vista, em Foz do Iguaçu, produz cerca de 350 mil mudas por ano, usadas tanto na manutenção das áreas da empresa quanto em doações para municípios do Paraná e do Mato Grosso do Sul.

As áreas protegidas também servem como infraestrutura verde, reduzindo o aporte de sedimentos e prolongando a vida útil do reservatório, atualmente estimada em 194 anos. Além disso, conectam unidades de conservação como o Parque Nacional do Iguaçu e a Ilha Grande, fortalecendo redes de ecossistemas e beneficiando comunidades locais.

O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, destacou que a experiência representa um modelo de enfrentamento às mudanças climáticas. “A biodiversidade preservada garante a conservação da água, aumenta a resiliência climática e reforça a importância de associar energia limpa à sustentabilidade ambiental”, declarou.

Com 20 unidades geradoras e capacidade instalada de 14 mil megawatts, a Itaipu Binacional é uma das maiores produtoras de energia renovável do mundo. Além de sua função como usina hidrelétrica, atua em projetos sociais, ambientais e de inovação, consolidando-se como referência internacional em preservação e desenvolvimento sustentável.

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