Cantor denuncia abuso policial em comunidade do Rio e anuncia festa beneficente após ser solto
Em liberdade após cinco dias preso, MC Poze do Rodo usou suas redes sociais neste sábado (7/6) para denunciar a violência policial nas favelas do Rio de Janeiro. O cantor criticou duramente uma operação da Polícia Militar durante uma festa junina no Morro do Santo Amaro, na Zona Sul, que terminou com a morte de um jovem. “A polícia não aguenta ver favelado se divertindo! Subiram lá e mataram um inocente!”, disparou.
A crítica veio acompanhada de um desabafo emocionado sobre sua recente prisão. “Lá dentro eu dizia que era querido, mas não sabia o quanto. Quando vi aquela multidão de crianças chorando, idosos me esperando… fiquei sem acreditar”, escreveu Poze, comovido com o apoio recebido na saída do presídio Bangu 3.
A operação policial citada por Poze foi confirmada pela Polícia Militar, que alegou ter sido recebida a tiros ao tentar conter um suposto confronto entre facções. Cinco pessoas foram baleadas, uma delas morreu. A corregedoria investiga o caso com base nas imagens das câmeras corporais dos agentes.
O cantor também aproveitou para condenar o que chamou de “abuso de poder” do Estado, dizendo que sua prisão foi injusta. “Se agirem de novo na covardia com qualquer um dos nossos, vamos lutar de novo. MC não é bandido”, declarou com firmeza.

Como resposta à violência e forma de agradecimento ao apoio da comunidade, MC Poze anunciou uma festa beneficente para este domingo (8), no campo do complexo onde mora. “Vai ter brinquedo inflável, comida, palco com show meu e de vários convidados”, anunciou o artista.
Como resposta à violência e forma de agradecimento ao apoio da comunidade, MC Poze anunciou uma festa beneficente para este domingo (8), no campo do complexo onde mora. “Vai ter brinquedo inflável, comida, palco com show meu e de vários convidados”, anunciou o artista.
Poze garantiu que o evento será realizado dentro das normas legais e elogiou a atuação da Justiça. “Esse evento respeita todas as determinações do Poder Judiciário em relação a mim. O tribunal não criminalizou a favela e nem o favelado”, ressaltou.
Detido no dia 29 de maio sob suspeita de apologia ao crime e associação ao Comando Vermelho, MC Poze foi liberado no dia 2 de junho após habeas corpus concedido pelo desembargador Peterson Barroso, que classificou sua prisão como abusiva.