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Memphis ouve clubes brasileiros e não descarta permanecer no país após Corinthians

Atacante holandês está livre no mercado, recebeu sondagens de quatro clubes da Série A e aguarda retomada das conversas após fim das negociações com o Corinthians.

Por: Portal Amz em Pauta
13 de Agosto de 2026
Foto: Reprodução

Memphis Depay pode continuar atuando no futebol brasileiro mesmo após o Corinthians decidir não renovar seu contrato. Aos 32 anos, o atacante holandês está livre no mercado e disposto a analisar propostas de equipes do país que demonstrem interesse em sua contratação para a sequência da temporada.

Nos últimos meses, enquanto ainda discutia uma renovação com o Corinthians, representantes de quatro clubes brasileiros da Série A, todos participantes de competições sul-americanas, procuraram os agentes do jogador. As conversas não avançaram naquele momento por respeito ao vínculo e às negociações mantidas com o clube paulista. Agora, o estafe de Memphis espera que os contatos sejam retomados.

A decisão corintiana de encerrar as tratativas também mudou a postura do atacante em relação a outros clubes brasileiros. Mesmo tendo criado forte ligação com o Corinthians e com a torcida, Memphis não estabelece mais restrições para defender um rival. Pessoas próximas ao jogador afirmam que ele se sentiu desrespeitado por integrantes da direção e considerou que o esforço feito para permanecer no clube não recebeu o devido reconhecimento.

Outro fator que teria causado incômodo foi a avaliação de que seu nome acabou utilizado como uma espécie de escudo diante das crises institucionais vividas pelo Corinthians. Apesar do desgaste, Memphis mantém uma visão positiva do futebol brasileiro. O atacante também recebeu sondagens de equipes da França, México, Turquia, Catar e Arábia Saudita, mas os projetos apresentados até agora não despertaram seu interesse.

A prioridade do holandês é permanecer em uma liga competitiva e defender uma equipe capaz de oferecer visibilidade esportiva. A adaptação ao Brasil também pesa na decisão. Memphis gostou de viver no país, formou uma rede de amizades e desenvolve projetos comerciais que pretende manter, circunstâncias consideradas favoráveis caso surja uma proposta de um clube brasileiro.

O principal obstáculo para uma permanência no país é o alto custo salarial. Por outro lado, a condição de jogador livre, sem necessidade de pagamento por transferência, torna uma eventual negociação mais acessível aos interessados. Dois dos quatro clubes brasileiros que fizeram sondagens chegaram a sinalizar positivamente diante dos valores que estavam sendo discutidos entre Memphis e o Corinthians.

Maior artilheiro da história da seleção holandesa, Memphis encerrou sua passagem pelo Corinthians com 79 partidas e 20 gols. Durante o período no Parque São Jorge, conquistou três títulos: o Campeonato Paulista, a Copa do Brasil e a Supercopa do Brasil, tornando-se uma das principais referências técnicas do elenco.

Antes de o Corinthians desistir da renovação, o atacante havia aceitado mudanças importantes nas condições contratuais. Memphis concordou em reduzir valores de remuneração e modificar o formato das bonificações. Também aceitou um vínculo de dois anos, apesar de inicialmente desejar três temporadas, além de concordar com o parcelamento dos R$ 42 milhões que ainda tem a receber do clube paulista.

Internamente, porém, a continuidade do jogador enfrentava resistência de grupos políticos do Corinthians. Conselheiros influentes e pessoas próximas ao presidente Osmar Stabile eram contrários ao acordo, mesmo após a redução dos valores. Com as conversas avançadas, Memphis retornou ao Brasil no último dia 4 acreditando que assinaria a renovação e realizou uma série de exames em hospital e no CT Joaquim Grava. O atacante foi aprovado pelo departamento médico, contrariando a expectativa de aliados da presidência que imaginavam que os testes poderiam apontar problemas físicos.

Mesmo liberado clinicamente, Memphis não foi reintegrado ao elenco, não voltou aos treinamentos e também não viajou para o primeiro compromisso do Corinthians no mata-mata da Conmebol Libertadores. Durante o período de indefinição, integrantes do departamento de futebol afirmavam que o acordo estava encaminhado e dependia apenas de questões jurídicas. O executivo Marcelo Paz, responsável pelas negociações, e o técnico Fernando Diniz, que defendeu publicamente a permanência do atacante, eram os principais apoiadores do negócio. Os setores financeiro, jurídico e de marketing também haviam chegado a um alinhamento, mas Stabile ficou diante do impasse entre enfrentar a resistência de aliados políticos em ano eleitoral ou contrariar parte da torcida ao impedir a renovação.

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