Investigação aponta que produtos causaram mortes na Grande São Paulo
Conversas obtidas pela polícia mostram que Vanessa Maria da Silva tentou tranquilizar comerciantes sobre bebidas adulteradas vendidas por ela. Mesmo após casos de intoxicação por metanol, a condenada garantiu que seus produtos “não tinham problema”.
Em uma das mensagens, Vanessa afirmou que a mercadoria era segura. Apesar disso, um dono de bar decidiu recolher as garrafas das prateleiras. Outra revendedora relatou preocupação após uma cliente reclamar do cheiro forte de álcool.
A polícia aponta Vanessa como responsável por ao menos duas mortes. Ela foi presa em flagrante em uma fábrica clandestina em São Bernardo do Campo. No local, foram encontrados recipientes com metanol e documentos do esquema.
As investigações revelaram uma rede de revendedores na Região Metropolitana. As vendas eram feitas por intermediários ligados à falsificadora. Presa em outubro, Vanessa foi condenada em dezembro a sete anos de prisão em regime fechado.