Finanças

Mercado financeiro global reage à Black Friday e cenário político-econômico brasileiro

No Brasil, a agenda econômica inclui um encontro entre a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o ministro da Fazenda Fernando Haddad e Gabriel Galípolo, futuro presidente do Banco Central (BC)

29 de Novembro de 2024
Foto: Divulgação

O mercado financeiro opera com cautela nesta sexta-feira (29), marcado por eventos econômicos globais e impactos locais no Brasil. Nos Estados Unidos, os índices futuros de ações avançaram na retomada pós-feriado de Ação de Graças, enquanto na Europa os mercados apresentam níveis baixos, influenciados por dados econômicos mistos. O Produto Interno Bruto (PIB) da França surpreendeu positivamente, mas as vendas no varejo da Alemanha decepcionaram.

No Brasil, a agenda econômica inclui um encontro entre a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o ministro da Fazenda Fernando Haddad e Gabriel Galípolo, futuro presidente do Banco Central (BC). Entre os destaques está a análise do pacote fiscal apresentado recentemente, que gerou reflexos no mercado, como a alta do dólar para R$ 6 e ajustes nas taxas de juros futuros. O Ibovespa também foi impactado, fechando em queda no dia anterior.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realiza nesta sexta-feira um evento com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o governador do Estado, Tarcísio de Freitas, para a assinatura de financiamentos do BNDES voltados para infraestrutura e mobilidade urbana. Paralelamente, o mercado monitora dados relevantes, como a taxa de desemprego da Pnad Contínua e o relatório da dívida pública do Tesouro.

No mercado de commodities, a mineração de ferro registrada alta de 1,14% na China, enquanto o petróleo apresentou leve queda. As ações brasileiras relacionadas no exterior, como ADRs da Vale e Petrobras, apresentaram desempenho negativo no pré-mercado de Nova York. O ambiente externo, no entanto, pode oferecer suporte para o mercado brasileiro, apesar do pessimismo gerado pelo pacote fiscal.

A expectativa também gira em torno das nomeações dos novos diretores do Banco Central, anunciadas pelo presidente Lula. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, atribuiu ao BC a responsabilidade pela recente valorização do dólar e reforçou que o governo deve apresentar explicações sobre as medidas econômicas, transferência de um equilíbrio maior no câmbio e na política monetária.

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