Slowjamastan atrai curiosos e busca ser refúgio criativo fora da política.
A chamada República de Slowjamastan, uma micronação criada no deserto da Califórnia, nos Estados Unidos, reúne cerca de 25 mil “cidadãos” de mais de 120 países e tem atraído atenção por suas regras inusitadas e proposta alternativa. O território, com cerca de 4,5 hectares, equivalente a pouco mais de seis campos de futebol, foi fundado em 2021 por Randy Williams, que se autodenomina “sultão”.
Localizada entre o vale de Coachella e a fronteira com o México, a micronação surgiu durante a pandemia de covid-19, quando Williams decidiu criar seu próprio país após ficar impossibilitado de viajar. O espaço conta com estrutura simbólica de Estado, incluindo posto de fronteira, emissão de passaportes, moeda própria e até divisão territorial interna.
Entre as regras curiosas estão a proibição do uso de crocs e de e-mails enviados em “resposta a todos”. O país também permite excesso de velocidade em situações específicas e tem como símbolo nacional o guaxinim. A cidadania é gratuita e pode ser obtida online, enquanto cargos simbólicos dentro da estrutura do país podem ser adquiridos mediante pagamento.
Segundo o criador, a proposta é oferecer uma experiência leve e alternativa em meio às tensões políticas globais. A micronação também promove eventos e deve sediar, em 2027, a MicroCon, encontro internacional de micronações. Apesar de não ser reconhecida oficialmente, Slowjamastan se consolidou como um projeto criativo que conecta pessoas de diferentes países.