O Ministério da Saúde deve repassar quase R$ 4,8 milhões para seis municípios do Amazonas
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, esteve na comunidade Nossa Senhora de Fátima, na zona rural de Manaus, nesta quarta-feira (5). Durante a visita, ela acompanhou os desafios enfrentados para a prestação de serviços médicos aos ribeirinhos da Amazônia e anunciou um aumento no custo das equipes de saúde da região.
Pela tarde, Nísia participou da conferência de abertura do "Encontro Nacional da Estratégia Saúde da Família Ribeirinha: nos caminhos das águas o SUS se fortalece", onde detalhou o investimento anunciado e apresentou mudanças na estruturação das equipes de saúde ribeirinhas.
A ministra chegou à comunidade por volta das 7h, visitando uma Unidade Básica de Saúde (UBS), que realiza mais de 500 atendimentos mensais a ribeirinhos, com assistência de médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas. Nísia destacou a importância do prontuário eletrônico para garantir a continuidade do atendimento nas regiões mais remotas.
Durante a agenda, a ministra visitou ainda uma escola municipal, onde acompanhou uma apresentação sobre saberes da medicina tradicional indígena. Em seguida, conheceu a Unidade Básica de Saúde Fluvial (UBSF), que percorre os rios Negro e Amazonas, prestando atendimento médico a mais de 7 mil pessoas.
A UBSF oferece exames laboratoriais em cada viagem e atende aproximadamente 800 pessoas por trajeto. Nísia participou das logísticas enfrentadas para alcançar comunidades isoladas, especialmente no período da seca, entre junho e novembro.
O Ministério da Saúde deve repassar quase R$ 4,8 milhões para seis municípios do Amazonas, fortalecendo a atenção primária e ampliando os serviços essenciais para o processamento do campo, floresta e águas.
Entre 2022 e 2024, o financiamento das equipes de Saúde da Família Ribeirinha mais que dobrou, passando de R$ 80,5 milhões para R$ 168,1 milhões. A previsão é aumentar o número de equipes de 310 para 340 até o final de 2025.
O objetivo do investimento é fortalecer o trabalho multiprofissional, reduzir desigualdades e garantir assistência de qualidade a populações mais vulneráveis. As unidades de saúde ribeirinhas seguem como uma estratégia essencial para superar barreiras geográficas e garantir a presença do SUS na Amazônia Legal e no Pantanal Sul-Mato-Grossense.