Senador, nora e netas poderão visitar o ex-presidente no sábado, das 11h às 13h, em prisão domiciliar
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, na quarta-feira (10), que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba a visita do filho, o senador Flávio Bolsonaro, da nora Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro e das netas no sábado (13). O encontro foi autorizado para ocorrer das 11h às 13h, no local onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.
A decisão atende a um pedido apresentado pela defesa do ex-presidente. Segundo Moraes, apesar de Bolsonaro estar submetido a um regime específico de visitas em razão do estado de saúde, a presença das netas “revela-se compatível com as finalidades da prisão domiciliar e com as condições anteriormente fixadas, contribuindo para a manutenção do suporte familiar indispensável ao adequado cumprimento da pena”.
O ministro também determinou que os visitantes passem por vistoria prévia. Celulares e outros aparelhos eletrônicos deverão ser recolhidos pelos agentes da Polícia Federal durante o período da visita, como parte das regras de segurança impostas ao ex-presidente.
"Para as pessoas autorizadas pela presente decisão também deverá ser realizada vistoria prévia, sendo que celulares ou quaisquer outros aparelhos eletrônicos deverão ficar em depósito com os agentes policiais que estiverem realizando a segurança", declarou Moraes.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação no julgamento da trama golpista. Ele está em prisão domiciliar humanitária desde março deste ano, após ter sido internado com quadro de broncopneumonia bilateral. Em maio, o ex-presidente também passou por cirurgia no ombro direito e retornou para casa para recuperação.
Antes da prisão domiciliar, Bolsonaro esteve detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, e também na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A medida domiciliar foi concedida para possibilitar cuidados médicos, recuperação e realização de fisioterapia.
Entre as condições impostas para a manutenção da prisão domiciliar estão o uso de tornozeleira eletrônica, o envio de relatórios médicos semanais, a permanência na residência e a proibição do uso de celulares, telefones ou outros meios de comunicação externa, direta ou por terceiros.