Radialista e cronista esportivo dedicou mais de 60 anos à profissão e deixou um legado no jornalismo esportivo local
A crônica esportiva do Amazonas perdeu um de seus maiores nomes. Arnaldo Santos, radialista e cronista esportivo, faleceu na manhã desta segunda-feira (6), por volta das 11h, aos 86 anos. O local e os horários do velório serão informados em breve.
Com mais de 60 anos dedicados ao jornalismo esportivo, Arnaldo Santos narrou quatro Copas do Mundo e cobriu diversos eventos importantes do esporte no Amazonas. Ele também foi responsável por grandes transformações no Peladão, o maior campeonato de peladas do mundo, organizado pelo Jornal A Crítica. Em 1998, ao assumir a coordenação do torneio, criou as categorias Feminino, Peladinho (infantil) e a extinta categoria Indígena, democratizando o campeonato.
Mesmo após ser diagnosticado com câncer no pulmão em 2016, Santos continuou sua paixão pelo esporte e não deixou de acompanhar o Peladão. "Se tirarem o Peladão de mim, eu morro no outro dia. O Peladão é essa chama viva que faz a gente vibrar", afirmou em entrevista na época. Após sua recuperação, ele voltou ao trabalho, mas nos últimos anos precisou se afastar devido à saúde debilitada e à idade avançada.
Sob sua liderança, o Peladão se destacou não apenas pelo futebol, mas também pelas ações sociais, como emissão de documentos, plantio de árvores, campanhas de doação de sangue e incentivo à educação infantil através do Peladinho.
Arnaldo Santos completaria 87 anos em junho. Detalhes sobre as homenagens ao cronista serão divulgados em breve.
História de Arnaldo Santos
Arnaldo Santos foi um dos maiores nomes da história do futebol amazonense, especialmente no que se refere ao jornalismo esportivo e ao futebol amador. Com mais de 60 anos de dedicação ao esporte, sua trajetória vai muito além da narração de jogos ou da crônica esportiva. Ele se tornou uma figura essencial para o futebol do Amazonas e, mais especificamente, para o Peladão, o maior campeonato de peladas do mundo, organizado pelo Jornal A Crítica.
Ao longo de sua carreira, Arnaldo narrou quatro Copas do Mundo e se envolveu ativamente na cobertura de grandes eventos esportivos do Amazonas, sempre com sua visão crítica e apaixonada. No entanto, foi à frente do Peladão que ele deixou uma marca indelével na história do futebol local. Em 1998, quando assumiu a coordenação do campeonato, ele foi o responsável por uma série de mudanças importantes que tornaram o torneio mais inclusivo e acessível. Criou categorias como a Feminina, o Peladinho (para crianças) e a categoria indígena, que foi extinta posteriormente. Essas mudanças representaram uma verdadeira democratização do Peladão, possibilitando que pessoas de diferentes origens e idades participassem de um dos eventos mais populares do Amazonas.
O Peladão, sob sua liderança, também se destacou pelo seu impacto social. Arnaldo acreditava que o futebol não era apenas um esporte, mas uma ferramenta para promover mudanças e melhorias na comunidade. Durante sua gestão, o campeonato passou a realizar ações voltadas para a população, como a emissão de documentos, campanhas de plantio de árvores, doação de sangue e até programas voltados para a educação infantil, com o Peladinho, que incentivava a educação das crianças através do esporte. Essas iniciativas sociais foram uma das marcas registradas de seu trabalho, demonstrando sua preocupação não só com o futebol, mas também com o bem-estar e a cidadania da comunidade.
Apesar de ser diagnosticado com câncer no pulmão em 2016, Arnaldo Santos nunca se afastou completamente do esporte que amava. Mesmo com a saúde comprometida, ele continuou a acompanhar de perto os jogos do Peladão e a trabalhar para o seu sucesso. Em uma entrevista na época, ele afirmou: "Se tirarem o Peladão de mim, eu morro no outro dia. O Peladão é essa chama viva que faz a gente vibrar." A frase reflete o vínculo profundo e quase vital que ele tinha com o campeonato e com o futebol em geral. Quando se recuperou do câncer, ele retornou ao trabalho, mas com o passar dos anos, e devido ao agravamento de sua saúde e idade avançada, precisou se afastar gradualmente.