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Morre Béla Tarr, cineasta húngaro e diretor de Sátántangó, aos 70 anos

Diretor marcou o cinema mundial com obras autorais e longas colaborações literárias.

06 de Janeiro de 2026
Foto: Direitos de autor European Film Academy

Morreu nesta terça-feira (6), aos 70 anos, o cineasta húngaro Béla Tarr, considerado um dos maiores diretores da história do cinema da Hungria. A informação foi divulgada pelo diretor Bence Fliegauf à agência de notícias MTI, em nome da família. A causa da morte foi informada como consequência de uma longa doença.

Béla Tarr ficou mundialmente conhecido pelo filme Sátántangó, lançado em 1994, cuja duração ultrapassa sete horas. A obra é frequentemente citada por críticos e estudiosos como um dos maiores filmes já realizados na história do cinema.

O longa é uma adaptação do romance homônimo publicado em 1985 pelo escritor húngaro László Krasznahorkai, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura no ano passado. A parceria entre Tarr e Krasznahorkai marcou profundamente a filmografia do diretor, consolidando um estilo austero, contemplativo e reconhecido internacionalmente.

Além de “Sátántangó”, a colaboração entre os dois resultou em outros filmes de destaque, como Danação, A Harmonia Werckmeister, O Homem de Londres e O Cavalo de Turim. Tanto “Sátántangó” quanto “A Harmonia Werckmeister” são frequentemente apontados por críticos como algumas das maiores obras cinematográficas de todos os tempos.

Após o lançamento de “O Cavalo de Turim”, Béla Tarr anunciou sua aposentadoria definitiva da direção cinematográfica. Desde então, passou a se dedicar ao ensino, atuando como professor na Escola de Cinema de Sarajevo.

A morte de Béla Tarr representa uma perda significativa para o cinema mundial, encerrando a trajetória de um autor que influenciou gerações de cineastas e redefiniu os limites da linguagem cinematográfica contemporânea.

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