Alta é puxada por colisões, atropelamentos e acidentes com motociclistas.
O número de mortes no trânsito de Manaus aumentou 34% entre 1º de janeiro e 6 de abril de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (Immu). Ao todo, foram registrados 67 óbitos neste ano, contra 50 no ano passado, com impacto direto na segurança viária da capital.
De acordo com o levantamento, as colisões lideram o número de ocorrências com mortes, somando 24 casos em 2026. Em seguida aparecem os atropelamentos, com 18 registros, além de choques (13) e quedas (10). Todas as categorias apresentaram crescimento em relação ao ano anterior, com destaque para as quedas, que tiveram aumento de 150%. Os choques cresceram 44,4%, as colisões 26,3% e os atropelamentos 5,8%.
O perfil das vítimas aponta que os motociclistas continuam sendo os mais afetados. Foram 34 mortes entre janeiro e início de abril deste ano, um aumento de 36% em relação ao mesmo período de 2025, quando houve 25 registros. Os pedestres aparecem em seguida, com 18 mortes, mesmo número do ano passado. Passageiros somaram 8 óbitos, enquanto motoristas e ciclistas registraram 2 casos cada.
As mortes foram registradas em 43 ruas e avenidas da cidade. As avenidas Brasil, na Zona Oeste, e Margarita, na Zona Norte, concentraram o maior número de casos, com quatro mortes cada. Também se destacam as avenidas Curaçao, Ministro Mário Andreazza e Torquato Tapajós, com três registros cada.
Na divisão por zonas, a Zona Leste lidera com 20 mortes, seguida pela Zona Norte (17) e Centro-Sul (13). As zonas Oeste e Sul registraram 6 casos cada, enquanto a Centro-Oeste teve 3 ocorrências. Em dois casos, a localização não foi informada, segundo o Immu.