Cultura

Museu do Homem do Norte promove imersão no cotidiano da população amazônica

Comemorando 40 anos, o espaço oferece atividades sensoriais e culturais no Centro Cultural dos Povos da Amazônia.

12 de Marco de 2025
Foto: Arquivo / Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

Nesta quinta-feira (13/03), o Museu do Homem do Norte abre as portas para oferecer ao público uma visita imersiva, com atividades sensoriais no espaço localizado no Centro Cultural dos Povos da Amazônia, na avenida Silves, 2222, no Distrito Industrial. O horário de funcionamento do Museu do Homem do Norte é das 9h às 15h, com acesso gratuito. 

Segundo a diretora do departamento de gestão de museus da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Aline Santana, a iniciativa faz parte da programação de 40 anos do Museu do Homem do Norte, mantido pelo Governo do Amazonas. 

“Além da visita mediada com o Miguel Lana, especialista em cultura indígena, que vai apresentar a sala dos rituais, também teremos degustação de chás e tucupi, que é ingrediente principal do tacacá, destaque do nosso Norte”, explica Aline Santana. 

“O museu reúne manifestações culturais, saberes e sabores desta região do Brasil. Então trazemos um pouco da gastronomia, modo de vida, mitos, rituais, com todas as formas de celebração e, principalmente, pessoas da região”, completa a diretora. 

As atividades sensoriais vão ser conduzidas por Gilson Mauro, gerente da Biblioteca Braille, por outros espaços do museu. 

Acervo 

Com mais de duas mil peças, distribuídas em quatro ambientes, o Museu do Homem do Norte ocupa o Centro Cultural dos Povos da Amazônia desde 2011, e conta ainda com o Cine Silvino Santos, uma homenagem ao fotógrafo e pioneiro do cinema na Amazônia, autor do documentário “No Paiz das Amazonas”, de 1921. 

Foto: Arquivo / Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

“O espaço recebe, em média, 500 visitantes por mês. Mas temos atividades paralelas, realizadas com instituições de ensino e grupos de idosos, além de programações especiais ao longo do ano”, pontua Aline Santana. 

Sala de Rituais 

A visita tem duração de uma hora. Conforme Miguel Lana, na sala de rituais, o público vai conhecer rituais, como o reahu, cerimônia dos mortos da etnia Yanomami; rito da menina moça, festa indígena que celebra a primeira menstruação da menina indígena; e o ritual da tucandeira, costume da etnia Sateré-Mawé, que marca o rito de passagem da criança para fase adulta. 

Foto: Arquivo / Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

“Também vamos apresentar o significado do artesanato, cestos, bancos que são usados por caciques e tuxauas, entre outras curiosidades”, explica o especialista em cultura indígena. 

Instituições interessadas em visitas em grupos podem fazer a solicitação para o contato demus@cultura.am.gov.br. 

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