Redução de dois centímetros em Manaus pode marcar fim do ciclo de cheia
O nível do Rio Negro em Manaus registrou, nesta quarta-feira (9), uma queda de dois centímetros em relação ao dia anterior, atingindo a marca de 29,03 metros, segundo dados do Porto de Manaus. Essa redução pode sinalizar o início do período de vazante no Amazonas.
Segundo os especialistas, é a primeira vez em 2025 que o nível do Rio Negro começa a recuar após o pico da cheia. Neste ano, a cota máxima registrada foi de 29,05 metros, inferior à histórica cheia de 2021, quando o rio atingiu 30,02 metros, a maior da série histórica.
De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a previsão era que o nível do Rio Negro em Manaus atingisse, aproximadamente, 28,68 metros, com uma margem de variação entre 27,93 e 29,43 metros. A cota de inundação (27,50 m) tinha uma probabilidade de 98% de ser atingida.
Já a probabilidade de o rio alcançar a cota de inundação severa (29 metros) era de 30%, enquanto a chance de atingir a cota máxima de 2021 (30,02 m) era de apenas 1%, segundo os modelos hidrológicos utilizados.

Site do Porto de Manaus (Foto: Reproducão)
Em Manacapuru, a previsão é que o Rio Solimões alcance cerca de 19,47 metros, com intervalo provável entre 18,66 e 20,29 metros. Há 98% de chance de atingir a cota de inundação (18,20 m), 42% para a cota severa (19,60 m) e menos de 1% para a máxima registrada em 2021 (20,86 m).
Para Itacoatiara, a expectativa é que o Rio Amazonas atinja aproximadamente 14,33 metros, com variação entre 13,67 e 14,98 metros. A chance de alcançar a cota de inundação (14 m) é de 76%, e de inundação severa (14,20 m), 61%. A possibilidade de superar a cheia histórica de 15,20 m é de apenas 3%.
Em Parintins, a previsão é que o Rio Amazonas atinja 8,48 metros, com variação entre 7,97 e 8,99 metros. Há 56% de chance de alcançar a cota de inundação (8,43 m), 2% de ultrapassar a cota severa (9,30 m) e menos de 0,5% de superar a máxima de 2021 (9,47 m).
Com essas projeções, os dados reforçam a tendência de que o período de cheia está se encerrando em várias regiões do Amazonas. A vazante, que segue até o fim do ano, deve agora conduzir os níveis dos principais rios amazônicos a uma nova fase de observação e monitoramento constante.