Liberação ocorre após entraves regulatórios e reabre mercado estratégico.
A Nvidia recebeu autorização das autoridades chinesas para retomar a venda de seus chips de inteligência artificial H200 no país, segundo fontes ouvidas pela Reuters. A liberação encerra um impasse regulatório que vinha travando os embarques e permite à empresa voltar a atuar em um mercado que já representou cerca de 13% de sua receita.
A decisão de Pequim ocorre após a companhia também obter licenças dos Estados Unidos para exportações limitadas a clientes específicos na China. Com isso, a empresa retoma a produção dos chips, interrompida no ano passado devido às restrições impostas pelos dois governos. “Recebemos pedidos de muitos clientes e estamos retomando a fabricação”, afirmou o CEO Jensen Huang durante evento da empresa na Califórnia.
Os chips H200 estão entre os principais pontos de tensão na disputa tecnológica entre Estados Unidos e China. Considerado o segundo modelo mais avançado da Nvidia para aplicações de inteligência artificial, o produto ainda enfrenta limitações, já que versões mais potentes, como a linha Blackwell e os futuros chips Rubin, seguem proibidas de serem comercializadas no mercado chinês por razões de segurança nacional.
A demanda por esses componentes continua elevada entre empresas chinesas de tecnologia. Companhias como ByteDance, Tencent e Alibaba já haviam recebido aprovações preliminares para importar os chips, mas a ausência de autorização definitiva por parte de Pequim impedia a efetivação das vendas até então.
Além disso, a Nvidia trabalha na adaptação de chips da linha Groq para o mercado chinês, voltados a tarefas de inferência, etapa em que sistemas de inteligência artificial executam funções como responder perguntas ou gerar código. A nova versão deve chegar ao mercado a partir de maio, em um cenário de forte concorrência com empresas locais como a Baidu.