Missão internacional atuará em mais de 20 estados e no Distrito Federal durante o primeiro turno, marcado para domingo (4).
A Organização dos Estados Americanos (OEA) iniciou o envio de uma missão internacional para acompanhar o primeiro turno das Eleições 2026 no Brasil, marcado para este domingo (4). O grupo reúne mais de 90 observadores de 23 nacionalidades, que serão distribuídos por mais de 20 estados e pelo Distrito Federal para analisar diferentes etapas do processo eleitoral.
A missão é chefiada por José Miguel Insulza, ex-secretário-geral da OEA e ex-ministro das Relações Exteriores do Chile. A equipe de liderança também inclui o ex-chanceler paraguaio Eladio Loizaga, o ex-embaixador uruguaio Agustín Espinosa Lloveras, além de representantes da área de fortalecimento da democracia e de observação eleitoral da organização.
Durante a permanência no país, os especialistas acompanharão aspectos como organização e logística das eleições, uso de tecnologias, atuação da Justiça Eleitoral e financiamento político-eleitoral. A missão também observará episódios de violência, campanhas, cobertura da mídia e comunicação digital relacionada ao pleito.
A delegação deverá se reunir ainda com autoridades eleitorais e governamentais, representantes de candidaturas, lideranças políticas, organizações da sociedade civil e integrantes da comunidade acadêmica. O objetivo é reunir diferentes perspectivas sobre a condução das eleições brasileiras antes da elaboração da avaliação final.
A presença da OEA ocorre mediante acordo firmado com o governo brasileiro. Em agosto, a organização e o Brasil formalizaram as garantias e imunidades necessárias para o funcionamento da missão. Na ocasião, José Miguel Insulza foi nomeado chefe da equipe que acompanharia as eleições gerais de outubro.
Esta será a quinta vez que a OEA acompanha um processo eleitoral no Brasil. A organização realiza missões no país desde 2018 e, após o encerramento da votação, deverá apresentar um relatório com as principais constatações e recomendações para o aperfeiçoamento do sistema eleitoral.
Além da OEA, outras instituições internacionais também foram credenciadas para acompanhar as Eleições 2026. A atuação dos observadores ocorre sem interferência na votação ou na apuração e tem caráter técnico, com foco na avaliação independente da condução do processo eleitoral brasileiro.