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Oriente Médio vive 48 horas de forte escalada militar

Ataques dos EUA e de Israel provocam resposta do Irã, ampliam tensão regional e reduzem chances de negociação

Por: Portal Amz em Pauta
02 de Marco de 2026
Foto: Abdul MAJEED / AFP

As últimas 48 horas foram marcadas por uma intensificação significativa da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Entre bombardeios, lançamentos de mísseis, mortes confirmadas e declarações oficiais, o conflito ganhou novos desdobramentos militares e políticos, elevando o risco de ampliação regional e dificultando perspectivas imediatas de cessar-fogo.

No domingo, 1º de março, forças americanas e israelenses ampliaram ataques a alvos considerados estratégicos em território iraniano, incluindo instalações militares e estruturas associadas à Guarda Revolucionária. Horas depois, o Irã respondeu com o lançamento de mísseis e drones contra posições israelenses e áreas com presença militar dos Estados Unidos na região. O governo americano confirmou a morte de três militares após um ataque contra uma base utilizada por tropas dos EUA, marcando as primeiras baixas oficialmente reconhecidas nesta fase do confronto.

Ainda no domingo, o presidente Donald Trump afirmou que as operações continuarão até que todos os objetivos militares sejam alcançados. Ele declarou que a ofensiva é necessária para conter ameaças à segurança regional e admitiu que novas baixas podem ocorrer. A fala reforçou a sinalização de que Washington não pretende recuar no curto prazo, mesmo diante do aumento das tensões e das pressões diplomáticas.

Na madrugada e ao longo desta segunda-feira, 2 de março, o governo iraniano endureceu o discurso. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, afirmou que Teerã não negociará sob ataques e que responderá de forma proporcional a cada nova ofensiva. Paralelamente, o grupo Hezbollah intensificou disparos a partir do sul do Líbano contra Israel, ampliando o temor de que o conflito ultrapasse definitivamente as fronteiras iranianas.

Com a escalada militar, países do Golfo reforçaram sistemas de defesa e revisaram protocolos de segurança aérea. O mercado internacional também reagiu, com oscilações nos preços do petróleo diante do risco de instabilidade prolongada no transporte energético da região. Analistas avaliam que as próximas horas serão decisivas para definir se o confronto permanecerá concentrado em alvos estratégicos ou evoluirá para uma guerra regional de maior escala, com impactos políticos e econômicos mais amplos.

 

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