Caso de paciente com lesão medular reacende debate sobre polilaminina, substância em estudo que pode ajudar a recuperar movimentos
Já tem imagens nas redes sociais mostrando um paciente com lesão medular retomando movimentos e indo à academia após tratamento com polilaminina, composto que virou um dos assuntos mais comentados no Instagram e no TikTok nos últimos dias.
A substância, recriada em laboratório a partir da laminina proteína produzida pelo corpo humano que tem papel essencial na organização dos tecidos e no crescimento celular, é estudada como potencial tratamento para lesões medulares agudas.
A pesquisa é liderada pela cientista Tatiana Sampaio, que usa a polilaminina para tentar estimular a regeneração na coluna de pacientes que sofreram trauma recente. Apesar do entusiasmo nas redes, ela ressalta que ainda é preciso completar todo o processo científico para provar que a substância é segura e eficaz.
O caso de Bruno Drummond, que teve lesão medular em 2018, recebeu atenção por sua recuperação após a aplicação da substância. No entanto, especialistas alertam que até 30% das pessoas com lesão medular aguda podem recuperar algum grau de movimento mesmo sem uso da polilaminina, dependendo do tipo de lesão e da resposta individual do organismo.