Economia

Petróleo dispara e bolsas caem com ofensiva ao Irã

Mercados reagem a bombardeios de EUA e Israel e à ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz; analistas projetam barril a US$ 100

Por: Portal Amz em Pauta
02 de Marco de 2026
Foto: REUTERS / Hamad I Mohammed / File Photo

O preço do petróleo disparou no início desta segunda-feira, 2 de março, após a intensificação dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. A escalada militar e a reação de Teerã, que incluem ameaças envolvendo o fechamento do Estreito de Ormuz, provocaram forte instabilidade nos mercados globais. Analistas já estimam que o barril possa alcançar a marca de 100 dólares caso o conflito afete de forma prolongada o fluxo de exportações.

Logo na abertura dos mercados internacionais, o petróleo registrou alta superior a 13 por cento, antes de desacelerar e operar com avanço próximo de 8 por cento. O movimento é atribuído à expectativa de redução na oferta global da commodity, uma vez que o Estreito de Ormuz é responsável por cerca de um quinto do petróleo transportado por via marítima no mundo. Qualquer bloqueio ou restrição no tráfego da região tende a impactar diretamente os preços.

As bolsas internacionais operaram em queda diante do aumento do risco geopolítico. Investidores migraram para ativos considerados mais seguros, como ouro e títulos do governo americano, enquanto ações de companhias aéreas e setores dependentes de energia recuaram. O temor é de que uma guerra prolongada pressione custos, eleve a inflação e desacelere o crescimento global.

A tensão se intensificou após bombardeios coordenados contra alvos estratégicos iranianos e a resposta de Teerã com mísseis e drones direcionados a posições militares na região. Autoridades iranianas sinalizaram que podem adotar medidas mais duras caso os ataques continuem, o que inclui restrições à navegação no Golfo Pérsico.

Especialistas do setor energético avaliam que, se houver interrupção efetiva no tráfego do Estreito de Ormuz, o mercado poderá enfrentar um choque de oferta semelhante ao observado em crises anteriores no Oriente Médio. Nesse cenário, além da possibilidade de o barril atingir 100 dólares, países importadores podem sofrer impacto direto nos preços dos combustíveis e na inflação, ampliando os efeitos econômicos da guerra para além da região do conflito.

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