Operação mira importação ilegal, produção clandestina e venda irregular de medicamentos injetáveis
A Polícia Federal realizou, nesta terça-feira (7), uma operação em 11 estados para combater a falsificação e a venda ilegal de canetas emagrecedoras no Brasil. A ação, batizada de Heavy Pen, conta com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e busca desarticular grupos criminosos envolvidos na cadeia ilícita desses produtos, que representam risco à saúde pública.
As investigações apontam irregularidades que vão desde a importação fraudulenta de insumos até a produção clandestina e a comercialização de medicamentos sem registro. O foco são substâncias de uso injetável, como semaglutida e tirzepatida, presentes em medicamentos utilizados no tratamento da obesidade.
Ao todo, foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão nos estados do Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Santa Catarina. Além disso, 24 estabelecimentos foram alvo de fiscalização, incluindo farmácias de manipulação, clínicas estéticas e empresas que atuam fora das normas sanitárias.
Dados da Anvisa indicam que o Brasil importou mais de 130 kg de insumos para produção de tirzepatida nos últimos seis meses, volume suficiente para cerca de 25 milhões de doses manipuladas. Diante desse cenário, a agência anunciou que deve revisar as regras para manipulação desses medicamentos, com atualização prevista para o dia 15 de abril.
A operação reforça o alerta das autoridades sobre os riscos do uso de medicamentos sem procedência e a necessidade de maior controle na cadeia de produção e distribuição, especialmente em produtos voltados ao emagrecimento, cuja demanda tem crescido no país.