Operação apura transferências que somam cerca de R$ 3 bilhões do fundo previdenciário para banco privado.
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (26), a oitava fase da Operação Compliance Zero para apurar a possível prática de crimes financeiros envolvendo recursos do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro, o Rioprevidência. O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro é um dos alvos da investigação.
Ao todo, policiais federais cumprem dez mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Rio de Janeiro e em Brasília. A ação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência em letras financeiras de um banco privado.
Segundo a Polícia Federal, a investigação inicial apontou aplicações de cerca de R$ 970 milhões entre outubro de 2023 e julho de 2024. Nesta nova fase, os investigadores apuram outros R$ 2,01 bilhões aplicados, a partir de julho de 2024, em fundos de investimento do mesmo banco. Com isso, o total transferido pelo Rioprevidência chega a aproximadamente R$ 3 bilhões.
O caso envolve aportes no Banco Master, instituição ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro. A apuração busca esclarecer se houve irregularidades na destinação dos recursos do fundo previdenciário, responsável pelo pagamento de aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro.
A PF informou que a operação tem como objetivo reunir provas sobre a possível prática de crimes financeiros no âmbito do Rioprevidência. Até o momento, a corporação não detalhou quais pessoas ou empresas são investigadas em cada mandado.