Um dos principais defensores dessa tese é o pesquisador Lenine Barros Pinto, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
O Pico do Cabugi, no Rio Grande do Norte, é o único vulcão inativo do Brasil que ainda preserva sua forma original — e isso já o transforma em uma atração geológica única. Mas a montanha também é protagonista de uma tese que pode mudar a narrativa oficial sobre o descobrimento do Brasil.
De acordo com alguns historiadores, em 22 de abril de 1500, a expedição de Pedro Álvares Cabral não teria chegado a Porto Seguro, na Bahia, como ensina a versão tradicional. O verdadeiro desembarque teria ocorrido em Touros, no Rio Grande do Norte. Assim, a montanha avistada pelos navegadores não seria o Monte Pascoal, mas sim o Pico do Cabugi.
Um dos principais defensores dessa tese é o pesquisador Lenine Barros Pinto, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Em seu livro “Reinvenção do Descobrimento”, ele apresenta diversos argumentos técnicos e científicos para sustentar a hipótese.
O engenheiro civil e investigador Manuel Oliveira Cavalcanti também endossa essa visão. Autor da obra “1500: De Portugal ao saliente Potiguar”, ele reforça a ideia de que o ponto de chegada da frota portuguesa teria sido o litoral potiguar e não o sul da Bahia, como tradicionalmente se acredita.
Essa teoria, se confirmada, teria impacto significativo na forma como se compreende a formação histórica do Brasil e o papel do Nordeste no processo de colonização portuguesa.