Pesquisa mostra que ferramenta também diminuiu uso de boletos, cartões físicos e mudou hábitos de pagamento no país
O Pix segue consolidado como um dos principais meios de pagamento no Brasil e tem provocado mudanças nos hábitos financeiros da população. Uma pesquisa realizada pela Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, revelou que 61% dos brasileiros afirmam ter abandonado ou reduzido o uso do dinheiro em espécie após a popularização da ferramenta.
O levantamento também aponta que 28% dos entrevistados deixaram de usar boletos bancários com a mesma frequência, enquanto 17% diminuíram o uso do cartão de débito físico. Já o cartão de crédito físico teve redução de uso entre 13% dos participantes da pesquisa.
Além das transferências, o Pix vem ganhando espaço em diferentes tipos de transações. Segundo o estudo, 57% dos entrevistados utilizam a ferramenta para transferências entre familiares e amigos, 36% para compras online e 24% para pagamentos em lojas físicas.
A expansão do Pix acompanha novas funcionalidades, como o Pix por aproximação, que promete tornar as transações ainda mais rápidas. A tecnologia permite ao consumidor realizar pagamentos de forma semelhante ao cartão por aproximação, ampliando a praticidade no momento da compra.
Para Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira, a facilidade dos meios digitais exige mais atenção ao orçamento. “Quanto mais simples e instantâneo se torna o pagamento, maior é a importância de acompanhar o orçamento e refletir sobre cada gasto. A tecnologia é uma aliada importante, mas o planejamento continua sendo o principal instrumento para preservar a saúde financeira”, afirmou.
Atualmente, o Pix por aproximação está disponível apenas em celulares com sistema Android, por meio de carteiras digitais como Google Pay e Samsung Wallet. Para utilizar a função, é necessário ativar a ferramenta no aplicativo do banco ou em uma carteira digital compatível.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Opinion Box entre os dias 2 e 9 de setembro de 2025, com 1.184 entrevistas online em todo o Brasil. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais.