Críticas de Trump impulsionam visibilidade internacional do sistema de pagamentos brasileiro.
O sistema de pagamentos instantâneos Pix, criado pelo Banco Central do Brasil, passou a ser investigado pelo governo dos Estados Unidos por suposta concorrência desleal. A iniciativa partiu de um pedido do Presidente Donald Trump, e a investigação está sendo conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). O argumento é que a tecnologia brasileira poderia ameaçar empresas americanas do setor financeiro.
Apesar da conotação negativa da investigação, a notícia acabou jogando luz sobre o sucesso e a eficiência do Pix, que chamou atenção até mesmo de uma das vozes mais influentes da economia mundial: Paul Krugman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 2008.
Em artigo recente, Krugman elogiou o modelo brasileiro e afirmou que o país pode ter “inventado o futuro do dinheiro”. Para ele, o Pix representa um exemplo de como um sistema público e eficiente de pagamentos pode funcionar integrado às contas privadas, sem abrir espaço para riscos como os que ele vê na nova legislação de criptomoedas aprovada nos EUA.
Segundo o economista, a lei americana “abre caminho para futuras fraudes e crises financeiras”, enquanto o Brasil mostra que há alternativas mais seguras e eficazes. “É possível fazer isso porque o Brasil já o fez”, afirmou Krugman, ao defender que os EUA adotem um modelo semelhante ao Pix.