Meio Ambiente

Plano federal contra El Niño prevê base descentralizada do SUS em Manaus

Estratégia do governo também contempla estruturas em Belém e Porto Velho, além de ações para estiagem, chuvas intensas e altas temperaturas em diferentes regiões do país.

Por: Portal Amz em Pauta
13 de Agosto de 2026
Foto: Reprodução

O governo federal definiu um conjunto de estratégias regionalizadas para enfrentar os possíveis impactos provocados pelo El Niño em diferentes partes do Brasil. Entre as medidas previstas está a instalação de uma base descentralizada da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) em Manaus, com o objetivo de agilizar o atendimento aos municípios afetados pela estiagem e por outras situações de emergência.

O planejamento elaborado pela Sala de Situação da Casa Civil também determina a implantação de estruturas semelhantes do SUS em Belém, no Pará, e Porto Velho, em Rondônia. As bases deverão funcionar como pontos de apoio para ampliar a capacidade de resposta do governo federal diante de problemas relacionados aos eventos climáticos extremos na Região Norte.

As medidas foram organizadas considerando as particularidades climáticas de cada região brasileira. Enquanto Norte e Nordeste concentram ações de preparação para períodos de estiagem, os modelos meteorológicos indicam possibilidade de chuvas intensas no Sul. As projeções de curto prazo apontam acumulados que podem chegar a 200 milímetros em apenas sete dias em áreas dos estados sulistas.

No Sudeste e no Centro-Oeste, a principal preocupação está relacionada às temperaturas elevadas. Para reforçar a preparação nos locais mais vulneráveis à seca, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil realizou oficinas em dez estados incluídos no Plano Nacional de Enfrentamento à Estiagem Amazônica e Pantanal, buscando alinhar informações, procedimentos e fluxos de atuação com gestores estaduais e municipais.

O governo também estruturou ações para assegurar o fornecimento de alimentos às comunidades que podem ficar isoladas em razão da redução do nível dos rios. Para essas situações, deverão ser utilizados instrumentos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com atenção principalmente às populações ribeirinhas, indígenas e quilombolas atingidas pela seca severa.

Outra preocupação está relacionada ao abastecimento de combustíveis e ao transporte em áreas dependentes das vias fluviais. O planejamento prevê a avaliação da necessidade de antecipar estoques em localidades onde a redução dos rios possa comprometer rotas de navegação, dificultar o deslocamento de embarcações e provocar problemas no fornecimento de produtos essenciais.

Na área da saúde, o acompanhamento será realizado nas regiões afetadas pelos diferentes extremos climáticos, incluindo o risco de crescimento de casos de arboviroses como dengue, zika e chikungunya. O plano prevê ainda a distribuição de kits específicos de saúde e um acompanhamento direcionado às necessidades dos distritos sanitários indígenas situados nos territórios atingidos.

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