David Almeida mencionou a possibilidade de elevar a tarifa de ônibus dos atuais R$ 4,50 para R$ 5
O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), afirmou nesta quarta-feira (16) que o reajuste salarial dos trabalhadores do transporte público só será possível se houver um aumento na tarifa cobrada aos passageiros. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa em um evento municipal.
Segundo o prefeito, o impasse salarial é um dos principais fatores que motivaram a greve dos rodoviários, iniciada na terça-feira (15). O Sindicato dos Rodoviários reivindica um reajuste de 12% nos salários e a manutenção dos empregos dos cobradores, ameaçados pela automação do sistema.
David Almeida destacou que todas as capitais já reajustaram as tarifas e que o Ministério Público não questiona o aumento da passagem, mas sim a metodologia do subsídio. "Essa metodologia precisa ser discutida em outro momento. Eu acredito que, nos próximos dias, vamos chegar a um entendimento para fazer o aumento da passagem, dar o reajuste dos rodoviários e normalizar o transporte coletivo", disse.
O prefeito mencionou a possibilidade de elevar a tarifa de ônibus dos atuais R$ 4,50 para R$ 5. Ele ressaltou que a negociação deve avançar nos próximos dias para garantir o reajuste salarial e a retomada completa do serviço.
Enquanto isso, o Sindicato dos Rodoviários mantém o movimento grevista. A categoria cumpre uma decisão judicial que determina a circulação de 70% da frota nos horários de pico e 50% nos demais horários, sob pena de multa de R$ 60 mil por hora de descumprimento.
O presidente do sindicato, Givancir Oliveira, afirmou que a greve foi a última alternativa após tentativas frustradas de acordo com as empresas de transporte. "Nosso último recurso é a greve. Já fizemos várias tratativas, mas sem sucesso. Então, vamos para a luta", disse nas redes sociais.
A paralisação parcial continua afetando a rotina dos passageiros da capital amazonense, que enfrentam dificuldades no deslocamento. A expectativa é que as negociações avancem nos próximos dias para que o sistema de transporte volte à normalidade.