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Presidente da Conmebol condena o racismo, mas faz analogia com macaco ao responder

O pedido foi motivado por caso de racismo contra o jogador Luighi, do Palmeiras, por torcedores do Cerro Porteño, durante um jogo da Libertadores Sub-20

18 de Marco de 2025
Foto: Divulgação

O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, fez um discurso contra o racismo em português, mas não anunciou novas medidas para combater o problema. Durante sua fala, ele comparou a ausência de clubes brasileiros na Libertadores ao personagem Chita, o macaco da série Tarzan.

A declaração ocorreu após a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, sugerindo que vezes os brasileiros deixassem competições da Conmebol. O pedido foi motivado por caso de racismo contra o jogador Luighi, do Palmeiras, por torcedores do Cerro Porteño, durante um jogo da Libertadores Sub-20.

Questionado sobre como seria uma Libertadores sem clubes brasileiros, Domínguez respondeu citando Chita, que atuou em filmes dos anos 1930 e morreu em 2011, vivendo em um santuário na Flórida (EUA). A resposta gerou repercussão negativa, especialmente pelo contexto da discussão.

No discurso, Domínguez afirmou que a Conmebol foi feita o máximo para combater o racismo e punir os responsáveis ??por atos discriminatórios. Porém, não foram anunciadas novas medidas além das avaliações já aplicadas pela entidade.

O caso de racismo contra Luighi aconteceu no último dia 6, quando um torcedor do Cerro Porteño imitou um macaco na direção aos jogadores do Palmeiras. O episódio reacendeu o debate sobre a atuação da Conmebol no combate à discriminação.

“O racismo é um flagelo que não tem origem no futebol, mas afeta o esporte”, declarou Domínguez. Apesar da declaração, a fala sobre Chita gerou críticas e aumentou a pressão para que uma entidade adote ações mais rígidas.

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