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Prichard Colón morre aos 33 anos após 11 anos em estado vegetativo

Ex-boxeador porto-riquenho sofreu grave lesão cerebral após receber golpes ilegais na nuca durante combate realizado em 2015.

Por: Portal Amz em Pauta
14 de Agosto de 2026
Foto: Reprodução

O ex-boxeador porto-riquenho Prichard Colón morreu na última quinta-feira (13), aos 33 anos, após permanecer cerca de 11 anos em estado vegetativo. A condição foi consequência de uma grave lesão cerebral sofrida durante uma luta contra Terrel Williams, realizada em 17 de outubro de 2015, na EagleBank Arena.

Naquela noite, Colón chegou ao ringue como uma das promessas do boxe, com um cartel de 16 vitórias, sendo 13 por nocaute, e apenas uma derrota. Durante o combate, porém, passou a receber sucessivos golpes na região da nuca, conhecidos como “golpes de coelho”, considerados ilegais pelas regras da modalidade.

Segundo os relatos sobre a luta, Terrel Williams teria acertado mais de dez golpes desse tipo. Colón reclamou repetidamente das dores e da irregularidade dos ataques, mas as intervenções da arbitragem não foram suficientes para impedir a continuidade das ações. Em um dos momentos mais controversos, ao reclamar com o árbitro Joe Cooper, teria ouvido como resposta: “Você cuide disso.”

O combate foi interrompido no nono assalto. Pouco depois, já no vestiário, Prichard começou a apresentar tonturas, náuseas e vômitos, até perder a consciência. Ele foi levado às pressas para uma unidade hospitalar, onde exames identificaram um grave hematoma subdural, caracterizado pelo acúmulo de sangue entre o cérebro e uma de suas membranas de proteção.

Diante da gravidade do quadro, o pugilista precisou passar por uma cirurgia neurológica de emergência para a drenagem do sangramento. Mesmo após o procedimento, Colón permaneceu em coma durante 221 dias. Quando recuperou a consciência, as lesões cerebrais sofridas durante o combate haviam deixado consequências irreversíveis.

O episódio encerrou definitivamente a carreira do atleta e transformou uma luta que deveria representar mais um passo em sua trajetória profissional em um dos casos mais marcantes do boxe recente. A situação também provocou questionamentos sobre a atuação da arbitragem e os riscos causados por golpes proibidos durante os combates.

Após receber alta hospitalar, Prichard Colón passou a utilizar cadeira de rodas e dependia de cuidados intensivos e permanentes para realizar as atividades básicas do cotidiano. A rotina de sua família também foi profundamente modificada desde o ocorrido, acompanhando o ex-atleta durante os anos em que viveu com as sequelas provocadas pela lesão cerebral.

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