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Professores protestam no México antes da Copa

Categoria cobra reajuste salarial e pressiona governo às vésperas da abertura do Mundial de 2026

Por: Portal Amz em Pauta
10 de Junho de 2026
Foto: REUTERS / Luis Cortes

A poucos dias da abertura da Copa do Mundo de 2026, o México enfrenta uma onda de protestos liderados por professores que cobram reajustes salariais e mudanças nas condições de trabalho. Os atos se intensificaram na Cidade do México, com bloqueios de vias, ocupações e confrontos com forças de segurança. A mobilização ocorre às vésperas da partida de abertura, marcada para quinta-feira (11), no Estádio Azteca.

Na terça-feira (9), milhares de manifestantes bloquearam uma avenida de acesso ao Estádio Azteca, um dos principais palcos da competição. O local receberá o primeiro jogo da Copa, entre México e África do Sul. Os protestos são organizados principalmente pela Coordenadoria Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), grupo dissidente do principal sindicato da categoria.

A CNTE convocou greve nacional por tempo indeterminado em 1º de junho e passou a ampliar a presença nas ruas da capital mexicana. A principal reivindicação é um aumento salarial de 100%, proposta rejeitada pelo governo federal por ser considerada inviável. A categoria também critica regras previdenciárias e políticas educacionais do governo.

A insatisfação ganhou força após o anúncio de um reajuste de 10%, com aplicação prevista apenas para setembro de 2026. Para os professores, o percentual não acompanha o aumento do custo de vida. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Educação (SNTE), que adota postura mais moderada, também cobra reajuste salarial e defende aumento de 13% para 2026.

Nos últimos dias, manifestantes ocuparam a fan zone montada no Zócalo, principal praça da capital, bloquearam ruas e avenidas, derrubaram estruturas promocionais da Copa e exibiram mensagens como "sem solução, a bola não rola". A ocupação do Zócalo também levou ao cancelamento de atividades ligadas à Fifa, incluindo treinamento de voluntários.

As manifestações tiveram episódios de violência. Relatos da imprensa internacional apontam confrontos entre manifestantes e forças de segurança, com uso de gás lacrimogêneo pela polícia. Também houve registro de invasão ao Ministério da Educação, onde foi identificado incêndio no hall do prédio.

A presidente Claudia Sheinbaum classificou os atos como uma "provocação" e afirmou que nem todos os envolvidos seriam professores. Apesar da tensão, o governo mexicano evitou adotar uma repressão mais dura e afirma que a abertura da Copa está garantida.

Os impactos já atingem a rotina da capital mexicana e aumentam a pressão sobre o governo em meio à visibilidade internacional do torneio. O México espera receber milhões de turistas durante a competição, o que amplia a repercussão dos protestos e transforma as reivindicações da categoria em uma questão de alcance global. 

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