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Pssica, nova minissérie da Netflix, mistura realismo amazônico e bastidores curiosos de Fernando Meirelles

Produção baseada no livro de Edyr Augusto foi gravada em locais remotos e contou até com iPhones nas cenas de ação.

31 de Agosto de 2025
Foto: Reprodução

A Netflix lançou nesta semana “Pssica”, minissérie de quatro episódios inspirada no livro homônimo de Edyr Augusto. Com direção de Quico Meirelles e participação de seu pai, o consagrado cineasta Fernando Meirelles (Cidade de Deus, Ensaio sobre a Cegueira), a produção mergulha no universo brutal e místico da Amazônia.

Na trama, três personagens com destinos entrelaçados enfrentam dilemas de sobrevivência à beira do Rio Amazonas: Janalice (Domithila Catete), sequestrada por uma quadrilha de tráfico humano; Preá (Lucas Galvino), líder de uma gangue de ratos d’água dividido por conflitos morais; e Mariangel (Marleyda Soto), em busca de vingança após perder a família em um massacre. Juntos, precisam lidar com a temida “pssica”, maldição que acreditam ter recaído sobre suas vidas.

Nos bastidores, as gravações enfrentaram desafios logísticos. Fernando Meirelles contou, em entrevista à própria Netflix, que muitos deslocamentos para locações foram feitos de barco, o que aumentava a dificuldade de transportar equipamentos pesados sem risco de perda. Para driblar os obstáculos e dar agilidade ao trabalho, a equipe apostou em uma solução inusitada: o uso de iPhones nas cenas de maior ação.

“A gente rodou sempre com três câmeras e mais dois iPhones. Então, em algumas cenas, a gente tinha cinco pontos de vista. Assim, ganhávamos tempo e conseguíamos filmar em menos diárias”, explicou Meirelles.

A prática não é inédita: recentemente, o diretor Danny Boyle também revelou que utilizou iPhones em sequências do longa Extermínio 3: A Evolução, lançado mundialmente em junho.

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