Partido nega ter oferecido pagamento a Will Robson, pede investigação das mensagens divulgadas e cobra identificação de quem teria feito a suposta proposta.
O Partido dos Trabalhadores no Amazonas (PT-AM) acionou a Justiça Eleitoral após o influenciador Will Robson afirmar que teria recusado uma suposta proposta de R$ 100 mil para produzir conteúdo político durante o segundo turno das Eleições 2026. O diretório estadual nega ter oferecido, autorizado, contratado ou efetuado qualquer pagamento com essa finalidade.
Will publicou nas redes sociais capturas de tela de uma conversa que, segundo ele, teria ocorrido com uma pessoa ligada à comunicação do partido. As mensagens mostram uma negociação envolvendo produção de vídeos e o valor de R$ 100 mil. Até o momento, porém, não há confirmação independente sobre a autenticidade integral do material nem comprovação pública de que o interlocutor tivesse autorização para representar o PT-AM.
Durante uma coletiva realizada após a repercussão do caso, o ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) criticou duramente a acusação e cobrou que o influenciador apresente a conversa completa e identifique quem teria feito a proposta. Ao comentar a publicação, Ramos afirmou: “É coisa de vagabundo, e quem tá postando é um vagabundo”. Will posteriormente respondeu à declaração nas redes sociais, ampliando a repercussão do episódio.
Na representação protocolada no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), o partido solicita a retirada das publicações, a preservação dos registros digitais relacionados ao caso e a apuração da origem e autenticidade das mensagens. A legenda também pede a possibilidade de direito de resposta. A ação foi distribuída à juíza Maria Auxiliadora dos Santos Benigno, identificada nas informações divulgadas também como Maria Benigno.
O PT-AM sustenta que não reconhece a abordagem divulgada pelo influenciador e afirma que os registros apresentados não demonstram, até agora, vínculo entre o responsável pelas mensagens e a direção partidária. Com a judicialização, caberá à Justiça Eleitoral analisar os pedidos e os elementos apresentados para esclarecer quem realizou o contato, a autenticidade das conversas e se houve alguma irregularidade relacionada à campanha.