Política

PT divulga carta a evangélicos e diz que governos da sigla respeitam igrejas

Documento critica o uso eleitoral da fé e busca reforçar diálogo do partido com o público evangélico.

Por: Portal Amz em Pauta
09 de Junho de 2026
Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

O Partido dos Trabalhadores divulgou uma carta direcionada ao público evangélico na qual afirma que os governos liderados pela sigla sempre mantiveram uma postura de respeito e reconhecimento em relação às igrejas evangélicas.

O documento foi elaborado durante o IV Encontro Nacional de Evangélicos do PT e divulgado dias após a Marcha para Jesus, realizada na última quinta-feira (4), em São Paulo, no feriado de Corpus Christi.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participou do evento religioso e foi representado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias. Em ligação, Lula justificou a ausência afirmando que evita participar desse tipo de agenda em ano eleitoral para não transmitir a ideia de uso político de algo sagrado.

Na carta, o PT evita tratar diretamente de temas ligados à pauta de costumes e procura destacar pontos de convergência entre os governos petistas e as igrejas. O texto cita ações relacionadas à liberdade religiosa e à valorização de expressões de fé.

Entre as medidas mencionadas estão leis voltadas à garantia do livre exercício dos cultos, à facilitação da criação de igrejas, ao reconhecimento da música gospel como patrimônio cultural e à instituição de datas nacionais ligadas à fé cristã e ao combate à intolerância religiosa.

“O governo do PT nunca se opôs às igrejas, sempre teve uma postura de respeito e de reconhecimento da importância e do papel da Igreja Evangélica”, diz um trecho do documento.

A carta também manifesta apoio à continuidade do atual governo e afirma que o compromisso do partido com o segmento evangélico não deve ser confundido com uso eleitoral da fé.

“Este compromisso não nasce do uso eleitoral da fé, pois compartilhamos do entendimento do próprio presidente de que não se deve tirar proveito político de uma coisa sagrada”, registra o texto.

A divulgação ocorre em um momento em que o governo e o partido buscam ampliar o diálogo com o eleitorado evangélico, segmento que tem peso crescente na política brasileira e no qual Lula enfrenta maior resistência em comparação a outros grupos religiosos.

No encerramento, o documento faz referência à democracia, à soberania nacional, à paz, à justiça e aos valores cristãos.

A Marcha para Jesus também contou com a presença de lideranças políticas, como o senador Flávio Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito Ricardo Nunes, o ministro do STF André Mendonça e o advogado-geral da União, Jorge Messias.

Durante o evento, Flávio Bolsonaro discursou ao público e afirmou que o país vive uma “guerra espiritual”. A fala ocorreu em meio ao cenário de disputa política pelo apoio do eleitorado evangélico.

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