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Putin reforça política nuclear enquanto Biden amplia apoio militar à Ucrânia

As decisões de Putin e Biden intensificaram um conflito já complexo, trazendo implicações significativas para a segurança global

19 de Novembro de 2024
Foto: Divulgação

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, emitiu nesta terça-feira um decreto que amplia a política de dissuasão nuclear do país, permitindo o uso de armas nucleares em resposta a ataques com mísseis elétricos, drones ou outros armamentos de longo alcance apoiados por potências nucleares. Segundo Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, a medida visa demonstrar que qualquer agressão contra a Rússia terá retaliação decisiva. A assinatura ocorre enquanto o conflito na Ucrânia atinge mil dias.

O decreto estabelece que a Rússia pode reagir com armas nucleares a "agressões de inimigos potenciais", incluindo ataques contra o país ou seus aliados. Publicado no portal de documentos oficiais do governo, o texto busca reforçar a segurança nacional adaptando-se às "ameaças do Ocidente", conforme alguns Peskov. Entre as justificativas para o uso de armas nucleares estão ataques com mísseis balísticos contra o território russo.

Simultaneamente, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, autorizou o uso de mísseis norte-americanos de longo alcance pela Ucrânia, decisão tomada nos últimos meses de seu mandato. Com alcance de centenas de quilômetros, os mísseis ATACMS permitem atingir alvos estratégicos, como centros logísticos e aeródromos russos. A medida é vista como uma resposta à presença de soldados norte-coreanos na região de Kursk, onde apoiam tropas russas, de acordo com fontes americanas.

A ocorrência da Rússia à autorização norte-americana pode agravar ainda mais o conflito. Desde o início da guerra, em 2022, Putin frequentemente menciona a possibilidade do uso de armas nucleares, tendo enviado armamentos táticos para a Bielorrússia em 2023. Recentemente, ele alertou sobre a utilização de armas nucleares em caso de "lançamento massivo" de ataques aéreos. apoiados por potências nucleares.

No cenário internacional, o chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, defendeu que os países do bloco autorizam a Ucrânia a utilizar armamentos fornecidos para atacar alvos em território russo. Borrell argumentou que tais ações são de permissão para não apenas conter os ataques, mas também enfraquecer as capacidades de intervenção do adversário.

Com os desdobramentos, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, destacou a delicadeza do momento e alertou sobre a importância de não revelar detalhes estratégicos que possam beneficiar os adversários. As decisões de Putin e Biden intensificaram um conflito já complexo, trazendo implicações significativas para a segurança global.

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