Delegado do DRCO confirma que integrantes do Comando Vermelho do Amazonas morreram durante ação policial nos complexos da Penha e do Alemão
Pelo menos quatro criminosos amazonenses, integrantes da facção Comando Vermelho (CV), estão entre as mais de 100 vítimas fatais da megaoperação policial realizada na última terça-feira (28) nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo delegado do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), Mário Paulo, que acompanha o caso em parceria com as forças de segurança fluminenses.
Entre os mortos identificados estão Douglas Conceição de Souza, conhecido como “Chico Rato”, apontado como pistoleiro do CV e com diversos processos por homicídio; e Cleideson Silva da Cunha, o “Neném” ou “Loirinho”, fugitivo da Justiça, envolvido no assassinato de Aluísio Albuquerque Neto, o “Bodinho”, ocorrido em 2022.
Outros dois criminosos do Amazonas também estão na lista de mortos. Um deles foi identificado como Francisco Myller Moreira da Cunha, condenado por homicídio. O outro é um traficante oriundo do município de Japurá, a 744 quilômetros de Manaus, identificado apenas como “Dimas”. Ambos eram considerados de alta periculosidade e possuíam mandados de prisão em aberto.
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas, Bruno Fraga, os quatro mortos atuavam como lideranças intermediárias do Comando Vermelho e haviam fugido do estado para se refugiar no Rio de Janeiro. “Eles estavam sendo procurados pela polícia amazonense e migraram para o Sudeste após a intensificação das operações locais”, declarou o delegado.
Os quatros criminosos amazonenses que estão entre os mortos na megaoperação que ocorreu no Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)
Embora os corpos das mais de 130 vítimas ainda estejam em processo de identificação no Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro, o delegado Mário Paulo reforçou que há confirmação oficial da morte dos quatro criminosos do Amazonas. Ele informou ainda que novos cruzamentos de dados estão sendo feitos para verificar se há outros amazonenses entre os mortos.
Durante a operação, a Polícia Civil do Rio apreendeu mais de 100 fuzis e um grande arsenal de munições. Um dos armamentos chamou atenção das autoridades por conter a gravação “CV-AM”, indicando ligação direta com a célula amazonense da facção criminosa. O material bélico passa por perícia para determinar sua origem e possíveis conexões com crimes ocorridos na Região Norte.
No Amazonas, mensagens de luto atribuídas ao Comando Vermelho começaram a circular nas redes sociais logo após a divulgação das mortes. Uma das postagens trazia uma lista com 11 apelidos de supostos integrantes mortos na operação, acompanhada da expressão “luto CV-AM”. A SSP-AM monitora a circulação dessas mensagens e reforçou o policiamento em áreas dominadas pela facção.
O delegado-geral Bruno Fraga afirmou que aguarda um relatório da Inteligência da Polícia Civil para confirmar o número exato e os nomes de todos os criminosos do Amazonas mortos na megaoperação. “Estamos colaborando com as autoridades do Rio para concluir as identificações e compreender o impacto dessas mortes na estrutura criminosa local”, concluiu.