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Racismo na Libertadores Sub-20: Luighi se revolta e exige punição aos responsáveis

Diante da repercussão do caso, a Conmebol, times e outras entidades se manifestaram contra o ato de racismo sofrido pelo atleta

07 de Marco de 2025
Foto: Divulgação

Um caso de racismo marcou a vitória do Palmeiras sobre o Cerro Porteño por 3 a 0, na noite da última quinta-feira (6), pela Conmebol Libertadores Sub-20. Durante o jogo, os torcedores paraguaios imitaram macacos e cuspiram na direção dos jogadores alviverdes Luighi e Figueiredo, gerando revolta e indignação.

O momento mais chocante ocorreu aos 36 minutos do segundo tempo, quando as câmeras da transmissão flagraram um torcedor fazendo gestos racistas para Figueiredo. Pouco depois, Luighi foi alvo de uma cusparada enquanto também era ofendido com insultos discriminatórios vindos das arquibancadas.

Após a partida, Luighi saiu do campo chorando e desabafou em entrevista. O jogador se revoltou ao perceber que o repórter não havia questionado o episódio de racismo. “O que fez comigo é crime. Até quando isso vai acontecer?”, declarou o atleta.

A comentarista do sportv Jordana Araújo, que participou da transmissão, também se emocionou e criticou a falta de medidas eficazes contra o racismo no futebol. “Não adianta placas fazer e campanhas se não há punições reais”, afirmou.

Diante da repercussão do caso, a Conmebol divulgou nota nas redes sociais condenando os atos racistas e prometendo “medidas disciplinares”. A entidade afirmou que está avaliando outras ações com especialistas para evitar que situações como essa voltem a acontecer.

O Palmeiras se manifestou exigindo punição aos responsáveis. Clubes rivais, como Corinthians e São Paulo, também apoiaram Luighi e Figueiredo, reforçando a luta contra a discriminação no esporte.

Luighi se revolta após ato racista contra ele (Foto: Divulgacão)

Jogadores do elenco profissional do Palmeiras, incluindo Weverton e Marcos Rocha, publicaram mensagens de solidariedade aos jovens atletas. O técnico Abel Ferreira e sua comissão técnica também prestaram apoio aos jogadores. 

O Ministério do Esporte do Brasil repudiou os atos racistas sofridos pelos palmeirenses. Em comunicado oficial, reforçou que “o racismo é crime e não será tolerado”, cobrando investigação rigorosa da Conmebol e punição exemplar aos envolvidos.

Casos de racismo vêm se tornando recorrentes no futebol sul-americano, especialmente nas competições da Conmebol. Torcidas frequentemente utilizam ofensas racistas como forma de provocação, evidenciando a necessidade de ações mais severas contra esse crime.

Jordana Araújo destacou que o racismo não é apenas uma provocação dentro do campo, mas um problema estrutural que exclui e mata pessoas pretas diariamente. “Precisamos de mudanças reais para que não precisemos mais isolar emoções emocionais com essas cenas”, afirmou.

A cobrança por punições efetivas cresce cada vez mais entre clubes, atletas e entidades esportivas. A Conmebol, historicamente criticada por sua postura branda nesses casos, agora tem a responsabilidade de tomar decisões que sirvam de exemplo para o futebol mundial.

Enquanto a investigação segue, a expectativa é que medidas concretas sejam aplicadas para garantir que casos de racismo não sejam apenas repudiados em notas oficiais, mas combatidos com rigor dentro e fora dos gramados.

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