Mudanças com IBS e CBS exigem adaptação e planejamento tributário
A Reforma Tributária trouxe mudanças nas regras do Simples Nacional e deve impactar milhões de micro e pequenas empresas no Brasil. Com a criação do IBS e da CBS, além da adoção da não cumulatividade plena, negócios que não se adequarem podem perder competitividade, especialmente no mercado entre empresas.
Segundo dados da Receita Federal, o Simples Nacional reúne mais de 7,3 milhões de empresas, o que representa 28,6% dos negócios ativos no país. Esse grupo será diretamente afetado pelas novas regras, principalmente na geração e no repasse de créditos tributários.
De acordo com o advogado tributarista João Lucas Vieira, a mudança exige uma nova visão estratégica dos empresários. “A Reforma não extingue o Simples Nacional, mas muda completamente a lógica de decisão. O empresário precisa entender que agora não basta olhar apenas para a carga tributária”, afirmou.
Entre as alterações, está a substituição de tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS pelo IBS e pela CBS. Também passa a existir a possibilidade de recolhimento desses tributos fora do regime, o que muda a dinâmica da tributação e pode influenciar a competitividade de empresas em determinados setores.
Especialistas recomendam que empresários realizem planejamento tributário detalhado, considerando perfil de clientes, estrutura de custos e capacidade de aproveitamento de créditos. A análise pode incluir a permanência no Simples ou a migração para outros regimes, como Lucro Presumido ou Lucro Real.