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Reino Unido inicia transição após renúncia de Starmer

Partido Trabalhista deve definir novo líder antes da troca no governo.

Por: Portal Amz em Pauta
22 de Junho de 2026
Foto: Reprodução

A renúncia do primeiro-ministro Keir Starmer abriu uma nova fase política no Reino Unido nesta segunda-feira (22). O líder trabalhista anunciou que deixará o cargo, mas deve permanecer no posto até a escolha de seu sucessor. A decisão coloca o Partido Trabalhista no centro de uma disputa interna que definirá o próximo chefe de governo britânico e pode influenciar os rumos do país nos próximos meses.

Starmer informou que vai pedir ao comitê organizador do Partido Trabalhista a abertura do processo de sucessão. As inscrições para a disputa pela liderança devem começar em 9 de julho e seguir até o dia 16. Caso apenas um nome consiga o apoio necessário, a troca poderá ocorrer sem votação interna ampla. Se houver mais de um candidato, a escolha será feita por membros e filiados do partido.

O nome mais cotado para assumir o cargo é Andy Burnham, ex-prefeito de Manchester e integrante de uma ala mais à esquerda do Partido Trabalhista. Ele se tornou membro do Parlamento na semana passada e recebeu apoio de Wes Streeting, ex-ministro da Saúde, que deixou o governo em maio e era visto como possível concorrente na disputa. Com esse apoio, Burnham pode ficar em posição favorável para uma sucessão sem adversários relevantes.

No sistema parlamentarista britânico, o primeiro-ministro não é escolhido diretamente pela população. O governo é formado pelo partido ou coalizão com maioria na Câmara dos Comuns, e o líder desse grupo assume o comando do Executivo. Após a definição dentro do partido, o escolhido precisa demonstrar que tem condições de liderar o governo. Em seguida, o rei Charles III autoriza a posse em uma cerimônia protocolar.

Pelas regras trabalhistas, qualquer candidato interessado em substituir Starmer precisa reunir apoio de 20% dos parlamentares do partido. Como o Partido Trabalhista tem 403 cadeiras, isso equivale a 81 deputados, incluindo o próprio candidato. Também é necessário alcançar apoio mínimo em organizações de base e entidades filiadas, como sindicatos.

Se não houver disputa interna, a expectativa é que o novo primeiro-ministro assuma em 1º de setembro. Apesar da possibilidade de uma transição tranquila, o processo ainda pode gerar tensões se outros nomes entrarem na corrida. Nesse cenário, o partido teria de administrar a sucessão ao mesmo tempo em que mantém o funcionamento do governo.

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