Equipamento norte-americano alcança precisão de 19 casas decimais e pode revolucionar a ciência.
Cientistas do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST), nos Estados Unidos, desenvolveram o relógio mais preciso já registrado na história. O dispositivo ultrapassa em 41% a exatidão do modelo anterior, sendo capaz de medir um segundo com uma precisão impressionante de 19 casas decimais.
O avanço, fruto de mais de 20 anos de estudos em física quântica, foi detalhado na revista Physical Review Letters e repercutido pelo portal ScienceAlert. Além de extremamente exato, o novo relógio é 2,6 vezes mais estável que qualquer outro do mesmo tipo, o que o torna uma ferramenta promissora para pesquisas científicas de ponta.
A tecnologia baseia-se nas vibrações de um íon de alumínio mantido quase ao zero absoluto, pareado a um íon de magnésio que facilita seu controle com laser. O feixe utilizado no experimento é fornecido por um laboratório a 3,6 quilômetros de distância, destacando a colaboração de alto nível entre centros de pesquisa.
Para atingir tamanha precisão, os pesquisadores reforçaram o equipamento com camadas de ouro nos eletrodos internos e utilizaram um disco de diamante mais espesso, o que ajudou a estabilizar os campos elétricos responsáveis pela contagem do tempo.
Mais do que apenas marcar as horas, o relógio poderá auxiliar no teste de teorias fundamentais da física, como a relatividade geral de Einstein, além de contribuir para investigações sobre matéria escura e fenômenos quânticos ainda pouco compreendidos.