Mesmo após cheia histórica e recuou das águas, nível do rio afeta centenas de comunidades
O Rio Negro registrou uma seca de 53 centímetros apenas no mês de julho, em Manaus, conforme dados divulgados pelo Porto da capital, responsável pelo monitoramento diário do nível do rio. A média de recuo foi de 1,71 centímetro por dia ao longo do mês. Na última sexta-feira (1º), o nível das águas alcançou 28,49 metros.
Em 2025, o Negro chegou à marca máxima de 29,05 metros, apenas cinco centímetros acima da cota de inundação severa, que é de 29 metros. Embora a cheia tenha sido expressiva, os impactos ainda são sentidos em diversos municípios do Amazonas, especialmente nas regiões mais isoladas.
O processo de enchente deste ano teve início em 13 de outubro de 2024, após a maior seca registrada no estado em um século. Houve pequenas oscilações até o dia 7 de novembro, quando as águas começaram a subir com maior constância, atingindo o pico em julho.
A cheia durou oito meses e afetou 42 dos 62 municípios do Amazonas, levando à decretação de situação de emergência. Mesmo com o início da vazante, comunidades ribeirinhas seguem enfrentando os efeitos da enchente, como alagamentos em residências, prejuízos agrícolas e dificuldades de acesso.

Durante o mês de julho, o Rio Negro apresentou variação mínima, subindo apenas três centímetros até o dia 8. A partir do dia 9, iniciou-se o recuo acentuado, com uma média de quase 2 centímetros por dia, tendência que deve se intensificar nos próximos meses.
De acordo com a Defesa Civil, mais de 500 mil pessoas foram diretamente afetadas pelas inundações. Ações emergenciais seguem sendo executadas em diversas localidades para mitigar os prejuízos causados tanto pela cheia quanto pela rápida transição para a vazante.
A situação permanece sob vigilância, e órgãos ambientais e de defesa civil monitoram a evolução do nível do Rio Negro, que, como afluente do Rio Amazonas, desempenha papel fundamental na dinâmica hídrica e socioeconômica do estado.